Em um momento em que, de modo geral, os carros novos seguem ficando mais caros, a Renault - pela segunda vez no ano - decidiu ir na direção contrária e reduziu os valores de quase toda a sua linha de SUVs.
SUVs da Renault mais baratos do que em 2023
Os quatro modelos Captur, Arkana, Austral e Espace, inclusive, passaram a custar menos do que em 2023. Já Symbioz, Rafale e Scenic ficaram fora dessa revisão, pois só agora começam a chegar ao mercado português.
Antes disso, no começo do ano, a marca já havia optado por “esmagar” o preço do Megane E-Tech 100% elétrico: a versão de entrada caiu de 38 350 euros (valor praticado em 2023) para 32 990 euros.
Esta é a nova composição de preços da marca francesa:
Esmagar margens ou esmagar custos?
Durante um evento realizado em Alandroal, no Alentejo, a montadora explicou de que maneira tornou possível diminuir os preços praticados em seus modelos.
Segundo André Ferreira, diretor de operações e marketing da Renault, “este reposicionamento de preço iniciou-se há cerca de dois anos em conjunto com a nossa rede de concessionários”.
Ao ser questionado se a queda de preços estaria ligada a uma redução de margens, André Ferreira voltou a frisar que se trata de um “trabalho conjunto, que não passa apenas pela questão das margens”.
Ampere e eletrificação como base para reduzir custos
Ele também lembrou que existem “ganhos evidentes que a empresa está a conseguir trazer, pela especialização da eletrificação da Ampere”. “O novo Renault 5, por exemplo, é mais barato de produzir do que o Zoe em cerca de 30%. É um ganho industrial significativo e que nós queremos partilhar com os nossos clientes”.
Vale lembrar que a Ampere é uma das novas unidades de negócios do Grupo Renault, totalmente dedicada ao desenvolvimento e à fabricação de veículos 100% elétricos.
A Ampere opera de forma independente desde novembro e, de acordo com a Renault, deve registrar receitas em torno de 2,8 mil milhões de euros ainda neste ano.
Reforço industrial em curso
Hugo Barbosa, diretor de comunicação, destacou ainda que outro ponto importante é a “otimização dos recursos produzidos e as economias de escala: A plataforma CMF-B, comum ao Arkana e ao Captur, espera-se, que em 2030, tenha mais de três milhões de unidades, o que permite que os preços reflitam essa realidade”.
A mesma visão foi reforçada por José Pedro Neves, diretor geral da Renault em Portugal:
Não há segredos para ninguém, a redução passa por diminuir os custos de produção quer por efeitos de escala, quer por plataformas comuns, quer por parcerias com outras marcas da Aliança e não só.
José Pedro Neves, diretor geral da Renault
Em Portugal, a presença da Renault não se limita aos seus modelos: a marca também conta com a unidade de produção em Cacia, onde são fabricadas, entre outras peças, caixas de velocidades que equipam veículos do Grupo Renault em diferentes mercados ao redor do mundo.
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