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Porsche Cayenne Coupé E-Hybrid: o SUV que curva de verdade

Carro SUV Porsche Cayenne-e verde estacionado em showroom com acabamento brilhante.

Acha que um SUV como o Porsche Cayenne não nasceu para fazer curva? Pense de novo…


Depois da apresentação internacional na Áustria, chegou a hora de voltar ao volante da opção de entrada do Porsche Cayenne Coupé renovado: o E-Hybrid.

É o Cayenne Coupé mais “acessível”, embora esse termo seja relativo: no fim das contas, o preço parte de pouco mais de 120 mil euros. Mesmo assim, ele não é o Cayenne mais barato da gama, já que a carroceria tradicional sai 3075 euros… e também é menos esportiva.

O modelo já está à venda no mercado nacional e não surpreende que muita gente se refira a ele como o novo Porsche Cayenne, dado o tamanho do pacote de mudanças. E isso apesar de ser “apenas” um restyling do carro que já existia. O primeiro choque vem justamente pelas alterações visuais.

No olhar, não há como confundir: é um Porsche Cayenne Coupé. A silhueta continua a mesma. Ainda que apareçam traços e detalhes que já vimos em outros Porsche, os quase cinco metros de comprimento, a altura do solo e o teto com queda acentuada eliminam qualquer dúvida.

Imagem de família atualizada

Assim que a gente se acomoda ao volante do Porsche Cayenne, a impressão não decepciona. É um Porsche, ponto. E isso quer dizer que tudo o que importa para encarar uma serra - volante, pedais e posição do banco - está exatamente onde deveria.

Agora a chave pode ficar no bolso, mas o botão de partida do motor (ou do sistema) segue do lado esquerdo da coluna de direção, como em todo Porsche. Do lado direito, porém, passou a ficar o seletor do câmbio automático e já nem existe mais um comando específico para o freio de estacionamento. O Cayenne resolve isso sozinho.

Nesta atualização do maior SUV da Porsche, a proximidade com o Taycan (um sucesso) fica mais do que clara. O quadro de instrumentos é um dos exemplos mais evidentes. Os mostradores redondos continuam lá, mas, dependendo do modo de exibição escolhido, podem abrir espaço para um mapa bem detalhado do sistema de navegação, por exemplo.

Já no console central, aquela profusão de botões das gerações anteriores virou história: sobraram poucos comandos por toque e os controles do ar-condicionado - que, felizmente, não foram “empurrados” para dentro da tela central.

Espaço a bordo garantido

Um dos motivos que leva muitos clientes da marca ao Cayenne é o espaço interno. E isso segue garantido no maior SUV da Porsche, tanto nos bancos dianteiros quanto nos traseiros, sem restrições. Claro que quatro ocupantes viajam sempre melhor do que cinco, mas por conforto - não por falta de espaço.

Até no porta-malas a capacidade é elevada: são quase 550 litros nesta versão com sistema híbrido plug-in, que precisa “roubar” um pouco de volume para acomodar a bateria do conjunto.

Ainda no interior, vale destacar o padrão de qualidade de tudo ao redor. No Porsche Cayenne, os componentes passam sensação de solidez e o acabamento fica acima da média, praticamente sem margem para críticas. No carro testado, não surgiram ruídos parasitas e, com os vidros fechados, o isolamento acústico filtrava a maior parte dos sons indesejados vindos de fora.

Dinâmica multifunções

Como a própria marca resume, “antes de ser um Cayenne, é um Porsche”. Ou seja: este SUV precisa se destacar na dinâmica. Mas, justamente por ser um SUV e ter algo em torno de 2,5 toneladas, a missão fica mais complexa - ainda mais por ter de dar conta de cenários bem diferentes.

Para chegar ao resultado esperado, a Porsche manteve a suspensão com molas de aço, mas a suspensão pneumática ganhou uma nova tecnologia de duas câmaras e duas válvulas. Com isso, dá para controlar os movimentos da carroceria com mais precisão, reduzir vibrações e elevar o conforto de uso.

No trânsito urbano, o sistema de direção nas quatro rodas ajuda a simplificar manobras mais chatas. Já em estradas cheias de curvas, é esse acerto de suspensão - somado a uma direção muito precisa e aos vários modos de condução disponíveis - que faz a gente esquecer o tamanho e o peso do Cayenne Coupé.

E aí sobra espaço para aproveitar e dirigir o Porsche Cayenne como se fosse um esportivo de verdade, mesmo nesta configuração mais acessível entre as três alternativas híbridas à venda.

Além do asfalto sinuoso, o Porsche Cayenne Coupé também consegue se aventurar por caminhos onde o pavimento é só uma miragem. Talvez não seja o tipo de uso que a maioria dos proprietários vai adotar, mas é bom saber que essa capacidade existe.

Sistema híbrido mais potente

A base do conjunto híbrido do Cayenne E-Hybrid é um V6 3,0 l a gasolina, com 304 cv, que também recebeu atualizações. Ele trabalha em conjunto com um motor elétrico que teve a potência elevada para 130 kW (177 cv). Juntos, os dois entregam 470 cv de potência máxima combinada - um número mais do que respeitável para o Cayenne.

Para alimentar a parte elétrica, a bateria anterior de 17,9 kWh deu lugar a uma nova de 25,9 kWh, suficiente para esticar a autonomia máxima em modo 100% elétrico para até 90 km (WLTP), em ambiente urbano.

Se 470 cv do E-Hybrid parecerem pouco, a Porsche oferece mais duas opções: o Cayenne S E-Hybrid, com 519 cv, e o Cayenne Turbo E-Hybrid, com 739 cv. O sistema elétrico é sempre o mesmo; o que muda é a potência do V6 (no S E-Hybrid) ou a adoção de um V8 (no Turbo E-Hybrid), bem maior e bem mais forte.

O maior «problema» do Cayenne

O que mais “detestamos” no Porsche Cayenne é não fazer parte de uma família que pode conviver com um deles no dia a dia.

Como mencionado no início, o E-Hybrid pode ser o Cayenne Coupé mais barato, mas são 120 537 euros, sem opcionais. Na carroceria mais tradicional, o valor base fica em 117 462 euros.

Nos dois casos, o preço não chega a ser descabido diante do que este modelo oferece. E, por ser um híbrido plug-in, os benefícios fiscais fazem com que esta versão acabe sendo a mais barata de todas as disponíveis na linha Cayenne - apesar de não ser a menos potente.

Para quem tem chance de dar esse passo, vale ainda dizer que o Porsche Cayenne traz uma lista de equipamentos de série bem completa e inúmeras possibilidades de personalização.

Veredito


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