Após a apresentação da versão Tourer, chegou a hora de a Volkswagen revelar o sedã Volkswagen ID.7 GTX - e ele já deixa claro, de cara, que não é apenas mais um ID.7.
Por fora, a versão GTX adota um para-choque inédito com visual de “radiador” em padrão alveolar (um efeito que também aparece na parte traseira), traz áreas com acabamento preto brilhante tipo piano e recebe um novo difusor atrás. Chamam atenção ainda os novos logótipos iluminados no capô e na traseira, além dos faróis matrix LED e das luzes diurnas com desenho exclusivo na dianteira.
Como opcionais, o ID.7 GTX pode sair com rodas de 21” e com teto panorâmico com transparência variável, alternando entre opaco e transparente.
Mais esportivo
Na cabine, a proposta mais esportiva do ID.7 GTX aparece logo nos detalhes. Os bancos contam com abas laterais mais pronunciadas, e o volante também é exclusivo desta versão. Tanto o volante quanto os assentos recebem costuras em vermelho.
Para garantir um pacote completo ao motorista, este ID.7 traz de série ar-condicionado automático de duas zonas (com opção de três zonas) e um head-up display com realidade aumentada. O sistema pode ser operado a partir do celular via Apple CarPlay ou Android Auto.
O assistente de voz IDA, por sua vez, entende comandos em linguagem natural, permitindo acionar diversas funções do veículo, e também consegue responder a perguntas específicas sobre vários temas com base em bancos de dados online. Mais adiante, a marca indica que a função ChatGPT ficará disponível.
Com tração integral
Entre os diferenciais do GTX em relação aos demais ID.7 está a adoção de tração nas quatro rodas. Para isso, ele passa a usar dois motores elétricos - um em cada eixo - repetindo exatamente a configuração do ID.7 GTX Tourer.
O motor traseiro entrega 210 kW (286 cv), enquanto o dianteiro fornece 80 kW (109 cv). Juntos, chegam a uma potência máxima combinada de 250 kW (340 cv). Com esse conjunto, o ID.7 GTX acelera de 0 aos 100 km/h em 5,4s, e a velocidade máxima é limitada a 180 km/h.
O gerenciamento da distribuição de torque fica a cargo de um controlador de tração integral revisado e de atuações do diferencial com bloqueio eletrônico (XDS+).
Mais de 600 km de autonomia
Os motores são alimentados por uma bateria de íons de lítio com 86 kWh úteis (91 kWh brutos). Isso permite autonomia de até 595 km (ciclo combinado WLTP), com consumo em ciclo combinado de 18,4-16,2 KWh/100 km.
Com a bateria maior, vem também mais capacidade de recarga: a potência em corrente contínua (DC) sobe para 200 kW, acima dos 175 kW do ID.7 Pro. Em DC, 26 minutos bastam para ir de 10% a 80%.
Em deslocamentos longos - especialmente em temperaturas mais baixas - o pré-condicionamento térmico da bateria pode fazer diferença ao ajudar a reduzir o tempo de carregamento.
Essa função pode ser acionada automaticamente quando o sistema de navegação estiver em uso e conduzindo o ID.7 até a estação de recarga mais próxima. Se a navegação estiver desativada, o motorista também consegue ligar o recurso manualmente.
O chassi foi recalibrado para acompanhar o foco mais esportivo desta configuração, que passa a usar barras estabilizadoras mais rígidas. A direção progressiva esportiva vem de série, enquanto o sistema de amortecimento eletrônico variável é oferecido como opcional.
Para quando?
Os pedidos do novo ID.7 GTX (sedã e perua) podem ser feitos a partir de julho, mas as primeiras entregas só devem acontecer em setembro.
A expectativa é de que os preços partam cerca de 10 mil euros acima do ID.7 Pro, o que aponta para valores ao redor de 72 mil euros no sedã e de 73 mil euros na perua (Tourer).
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