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Tchéquia e Itália querem evitar multas de CO2 na UE, diz Martin Kupka

Carro esportivo elétrico azul metálico em exposição, com design aerodinâmico e rodas pretas.

Tchéquia e Itália articulam posição conjunta

O ministro dos Transportes da Tchéquia, Martin Kupka, disse que o país vai se alinhar à Itália numa tentativa de impedir que fabricantes de automóveis sejam alvo de penalidades severas a partir do ano que vem, quando passarem a valer regras mais rígidas de emissões de dióxido de carbono (CO) na União Europeia (UE), dentro do Pacto Ecológico Europeu.

Segundo Kupka, as montadoras têm encontrado obstáculos para cumprir as novas metas, sobretudo por causa da queda na demanda por elétricos na Europa. Ele acrescentou que os dois países concordaram em levar uma posição conjunta em 1 de novembro, durante a reunião de líderes da UE em Budapeste.

“Os construtores estão com dificuldades em adaptar as suas frotas às metas, devido ao facto do interesse por carros elétricos estar a cair em toda a Europa.”

Martin Kupka, Ministro dos Transporres da Chéquia

O que está em causa?

Caso não haja mudanças nas regras, em 2025 as montadoras terão de cumprir limites de emissões de carbono ainda mais apertados na União Europeia, com a média de emissões dos carros novos vendidos passando de 115,1 g/km (ou 95 g/km, de acordo com o ciclo NEDC) em 2024 para apenas 93,6 g/km (ciclo WLTP).

Quem não atingir as metas fica sujeito a uma multa de 95 euros por veículo e por grama acima do limite. Assim, o total pode rapidamente chegar a milhões de euros - em 2021, foram pagos 550 milhões de euros por descumprimento. O montante arrecadado é destinado ao fundo geral da União Europeia (UE).

Indústria automotiva tcheca e o Pacto Ecológico Europeu

De acordo com Martin Kupka, se as fabricantes forem obrigadas a pagar essas multas, elas não terão recursos suficientes para bancar a pesquisa e o desenvolvimento necessários para viabilizar a produção de elétricos.

A Tchéquia faz parte do grupo de países que se opõe ao Pacto Ecológico Europeu, voltado ao combate às mudanças climáticas e à redução da poluição. Nesse contexto, os limites mais rigorosos que entram em vigor no próximo ano são vistos como mais um passo em direção ao plano de proibir a venda de veículos novos com motor de combustão a partir de 2035.

A indústria automotiva tcheca responde por cerca de 9% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. No ano passado, mesmo com uma população de 10,9 milhões de pessoas, a produção alcançou 1,4 milhões de automóveis. A Tchéquia está entre os maiores produtores de automóveis da Europa em termos per capita.

Fonte: Reuters

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