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A polêmica do Ferrari F80 no Auto Rádio: qual é o problema?

Carro esportivo Ferrari vermelho com rodas pretas exposto em ambiente moderno e iluminado.

Se voltarmos cerca de dez anos no tempo, o universo dos hipercarros era comandado pela aclamada Santíssima Trindade: Ferrari LaFerrari, McLaren P1 e Porsche 918 Spyder. Tudo indica que a trama pode se repetir nesta década: a Ferrari já apresentou o F80 e a McLaren revelou o W1… só falta a Porsche entrar em cena.

Essa é uma ótima notícia para qualquer petrolhead, mas, especificamente, o novo Ferrari F80 virou alvo de uma onda de comentários - e muitos deles bem pouco elogiosos. Afinal, qual é o problema do Ferrari F80?

Esse é o ponto de partida de mais um Auto Rádio, o podcast da Razão Automóvel com apoio do PiscaPisca.pt. A bancada fixa do Auto Rádio - Guilherme Costa, Diogo Teixeira, Miguel Dias e Fernando Gomes - tenta chegar à raiz da questão, mas nem todo mundo enxerga a situação do mesmo jeito. É um episódio que vale acompanhar.

Uma herança que pesa

A proporção do debate em torno do novo F80 provavelmente até pegou a própria Ferrari de surpresa. Por outro lado, era difícil que fosse diferente. Basta olhar para a sequência de modelos que vieram antes dele: 288 GTO, F40, F50, Enzo e LaFerrari.

É uma seleção de supercarros que marcou a Ferrari em suas respectivas épocas e que muita gente trata como referência absoluta. Por isso, qualquer sucessor acaba sendo comparado - sem misericórdia - com tudo o que o precedeu. Com o F80, foi exatamente assim.

Ferrari F80: o visual e a escolha do V6

As críticas ao design apareceram rapidamente, mas o que parece ter pesado de verdade foi a decisão de usar um motor V6.

Num momento em que V12 aspirados chegam a giros quase inacreditáveis - Valkyrie e T.50 - e em que surgem propostas exóticas, como o V16 do Tourbillon, o 3.0 V6 biturbo do F80 pode soar… insuficiente. Ainda mais quando se lembra que, desde o começo, foram os V12 que ajudaram a construir a identidade da Ferrari.

Mesmo com essa «falta de cilindros», o V6 continua sendo um feito de engenharia com números fortes: 300 cv/l, o que resulta em 900 cv de potência. Somado aos três motores elétricos, o F80 chega a 1200 cv de potência máxima combinada, tornando-se o Ferrari de rua mais potente de todos os tempos.

Ainda assim, nem esses números bastaram para convencer os petrolhead. E a resistência aumentou quando o V6 biturbo foi ouvido pela primeira vez - dá para escutá-lo também neste episódio do Auto Rádio.

Vendas esgotadas, McLaren W1 e a espera pela Porsche

Deixando comentários e críticas de lado, um fato fala por si: as 799 unidades anunciadas já estão todas vendidas, com preços a partir de 3,6 milhões de euros (antes de impostos).

O Ferrari F80 conduziu a conversa no episódio n.º 69 do Auto Rádio, mas também houve espaço para colocar lado a lado o novo McLaren W1, apontado como seu rival direto. E a Porsche? O que ela está preparando? A conversa ainda passou, inclusive, pelo envolvimento da segunda geração do… Honda NSX.

Encontro marcado no Auto Rádio na semana que vem

Motivos não faltam para assistir/ouvir o episódio mais recente do Auto Rádio, que retorna na próxima semana nas plataformas de sempre: YouTube, Apple Podcasts e Spotify.

Se vocês tiverem sugestões de temas que gostariam de ver no Auto Rádio, deixem nos comentários.

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