Pular para o conteúdo

Exportações de componentes automóveis de Portugal devem cair 6,3% em 2024, diz a AFIA

Homem com colete refletivo conferindo documentos em área de carga com contêineres e máquinas industriais.

Embora os números consolidados das exportações de componentes automotivos de 2024 ainda não tenham sido publicados, o cenário apontado pelas estimativas é desfavorável.

Projeções para as exportações de componentes automotivos em 2024

Depois de um novembro com queda mais forte do que a AFIA (Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel) previa inicialmente - recuo de 17,3%, para 967 milhões de euros -, a expectativa agora é de diminuição de 6,3% nas exportações entre janeiro e dezembro de 2024.

A retração observada no último mês de novembro representa uma contração bastante expressiva quando comparada à queda de 1,8% das exportações de bens em Portugal, no mesmo período. Já entre janeiro e novembro de 2024, as exportações de componentes automotivos recuaram 5,9% em relação ao mesmo intervalo de 2023, totalizando 10 800 milhões de euros.

Por que a produção caiu, segundo a AFIA

De acordo com a AFIA, o recuo na produção nacional de componentes está ligado à redução de pedidos por parte dos clientes, o que espelha a situação atual do mercado automotivo europeu, que passa por um momento de retração.

“A redução das vendas no mercado europeu, aliada às quedas registadas nos últimos meses, evidencia a necessidade de adaptação a um contexto económico global mais exigente”, avança José Couto, presidente da AFIA.

Vale lembrar que 2023 foi um ano histórico para a indústria portuguesa de componentes automotivos. As exportações avançaram 13,7% na comparação com 2022, chegando ao recorde absoluto de 12,443 mil milhões de euros.

Para onde vão os componentes automotivos feitos em Portugal?

O continente europeu segue como o principal destino desses componentes, reunindo 88,5% das vendas realizadas em 2024 (até novembro). Ainda assim, houve uma queda de 6,6% em comparação com 2023.

Entre os mercados de destino, a Espanha permanece como o maior comprador de componentes automotivos produzidos em Portugal, com participação de 28%, seguida pela Alemanha (23,7%) e pela França (8,3%).

Apesar de os resultados não animarem, José Couto observa que a indústria de componentes automotivos “tem encontrado formas de manter a sua competitividade, mostrando-se um setor extremamente resiliente e de elevada adaptabilidade”.

O peso do setor nas exportações portuguesas

A indústria portuguesa de componentes automotivos tem peso relevante nas exportações nacionais de bens transacionáveis, correspondendo a 14,6% do total. Por isso, seu efeito sobre a economia portuguesa é decisivo.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário