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Nissan revisa projeções financeiras do ano fiscal 2025/26 e vê o Re:Nissan dar frutos

Carro esportivo Nissan 2026 prata em exposição com design futurista e detalhes em azul.

Resultados financeiros do ano fiscal 2025/26: Nissan melhora as projeções

A Nissan só deve divulgar os resultados financeiros finais do ano fiscal 2025/26 - de abril de 2025 a março de 2026 - em 13 de maio, mas preferiu antecipar uma atualização positiva: as projeções financeiras foram revisadas para cima de maneira expressiva.

Na estimativa anterior, a montadora apontava para um prejuízo operacional de 60 bilhões de ienes (cerca de € 321 milhões, pela taxa de câmbio atual). Agora, a nova projeção indica um lucro operacional de 50 bilhões de ienes (aprox. € 267 milhões).

Segundo a marca, essa melhora decorre do efeito positivo das mudanças nas regras de emissões dos EUA, somado à continuidade do corte de custos e a movimentos cambiais favoráveis.

A previsão para o prejuízo líquido também foi ajustada: caiu de 650 bilhões de ienes (cerca de € 3,48 bilhões) para 550 bilhões de ienes (aprox. € 2,9 bilhões). Já a receita líquida deve chegar a 12 trilhões de ienes (cerca de € 64,2 bilhões), acima dos 11,9 trilhões de ienes projetados antes.

Re:Nissan está dando frutos

A revisão para cima está ligada ao plano de reestruturação Re:Nissan, apresentado pela empresa em meados do ano passado. Desde o anúncio, os números da Nissan vêm avançando de forma consistentemente mais favorável do que o previsto - um indicativo de que as ações adotadas estão surtindo efeito.

Entre as principais frentes do Re:Nissan estão o corte de 20 mil vagas até 2027, a racionalização dos esforços de desenvolvimento, a redução do tempo necessário para lançar novos modelos e o fortalecimento de parcerias estratégicas.

Vendas ainda em queda

Mesmo com o tom mais otimista nas projeções financeiras, o desempenho comercial no ano fiscal 2025/26 ainda gera preocupação. A Nissan vendeu pouco mais de três milhões de unidades - queda de 4,2% em relação ao período anterior -, com crescimento apenas no Canadá (+2,3%), no México (+6,8%) e na China (+1,7%).

No mercado doméstico (Japão), as vendas recuaram 13,5%, para 398.681 unidades. Com essa perda, a Suzuki superou a Nissan neste ano, e a marca deixou de ser a terceira mais vendida no Japão.

Japão e mercados externos: onde a queda foi maior

Fora do Japão, o recuo foi mais moderado: -2,7%, totalizando 2,7 milhões de unidades. Na Europa e nos EUA, as retrações foram de -9,7% e -3,4%, respectivamente.

Apesar das quedas registradas, com o plano de reestruturação em execução, a Nissan projeta elevar em quase 20% o volume global de vendas nos próximos cinco anos, chegando a cerca de 3,8 milhões de veículos.

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