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Ligier JS50 encara o Nürburgring a 45 km/h e faz história

Carro esportivo azul com aerofólio traseiro em exibição dentro de showroom moderno.

Já apareceu de tudo (quase) tentando cravar um recorde no Nürburgring - mas um quadriciclo limitado a 45 km/h, nunca. Até agora.

Para apresentar o novo JS50, a Ligier escolheu um palco improvável: colocou o modelo diante das 73 curvas do “inferno verde” para mostrar que, mesmo em ritmo de “passo de tartaruga”, dá para deixar o nome registrado na história.

A armada JS50

Para realizar a tentativa, a fabricante francesa levou três unidades da família JS50 ao traçado alemão: o Diesel Revo D+, o elétrico travado em 45 km/h (categoria L6e, não exige CNH) e o elétrico com velocidade máxima de 75 km/h (categoria L7e, requer habilitação para automóveis leves (B1/B).

Os três receberam pneus semi-slicks (!) na discreta medida 165/50 R16, além de um volante especial com inserções “Reef Blue” e um manopla de câmbio em alumínio, entre outros detalhes.

Ainda havia um obstáculo extra. Desde 2023, o Nürburgring está proibido para veículos que não alcancem 130 km/h. A saída encontrada pela Ligier? Alugar o circuito (por meio dia).

Quais foram os tempos?

Embora sejam veículos muito mais voltados a deslocamentos urbanos do que a voltas em pista - especialmente em um circuito tão extenso quanto o Nürburgring -, os três Ligier cumpriram o desafio com resultados… curiosos.

O mais veloz do trio foi o Ligier JS50 Elétrico L7 - afinal, é o que tem a maior velocidade máxima -, fechando os 20,832 km em 19min53,367s.

Logo depois veio o JS50 Elétrico L6, com 27min55,580s, limitado a 45 km/h. Na última posição ficou o JS50 Revo D+, que completou as 73 curvas do circuito alemão em 28min25,814s.

Para efeito de comparação, o Mercedes-AMG One é o atual carro de produção mais rápido no Nürburgring, com 6min29,090s.

A viagem até lá também conta

No caso do JS50 Revo D+, com motor Diesel, a demonstração não ficou restrita à pista. Antes de entrar no Nürburgring, ele já havia rodado mais de 500 km de Paris até o circuito com apenas um tanque de combustível, como forma de evidenciar seu consumo contido.

No caminho, passou pelo autódromo de Reims-Gueux, local em que Guy Ligier (fundador da Ligier) e Jo Schlesser venceram as 12 Horas Internacionais de Reims, em 1966. Ao volante estavam os jornalistas Nicolas Meunier e Martin Coulomb.

Mesmo que hoje seja mais lembrada por seus quadriciclos, a Ligier também carrega tradição nas pistas, com participação na Fórmula 1 por duas décadas (1976-1996).


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