Poucos dias depois de os gramados do Duque de Richmond voltarem ao ritmo calmo que costuma marcar a maior parte do ano, fica impossível não lembrar o quanto a gente se diverte no Goodwood Festival of Speed.
MG no centro das atenções em Goodwood
Na edição de 2024, quem ocupou a posição de maior destaque - com uma instalação bem em frente à Goodwood House - foi a MG, que está comemorando 100 anos. Por isso, o evento serviu tanto para resgatar alguns de seus modelos mais emblemáticos quanto para exibir propostas mais atuais.
O nome que mais chamou os holofotes foi o MG Cyberster, o roadster 100% elétrico. Mesmo assim, a versão cupê, ainda na fase de protótipo e apresentada como Cyber GTS Concept, também atraiu muita curiosidade.
Além do que a MG levou, o FOS 2024 contou com várias estreias mundiais. Entre elas, apareceram o Alpine A290, o Aston Martin Valiant e o novo Bentley Continental GT Hybrid.
A geração mais recente do BMW X3 também deu as caras, assim como a releitura moderna da Ford para o nome Capri - agora em formato de SUV cupê, totalmente elétrico.
Estreias do Oriente e nomes difíceis de falar
Algumas das novidades vindas do Oriente também marcaram presença na Goodwood Hillclimb, quase disputando entre si quem tinha o nome mais difícil de pronunciar. Do enorme Yangwang U8 ao baixinho Yangwang U9, sem esquecer outros como BYD Seal, Hongqi EH7, Jaecoo J7, Omoda 5 e Xpeng G6.
Ainda assim, falando de “forma” e impacto visual, é complicado encontrar algo mais fora do padrão do que a Tesla Cybertruck, que atravessou o oceano para se mostrar aos fãs europeus da marca americana.
A magia da Fórmula 1
A principal categoria do automobilismo mundial também fez barulho em Goodwood, com equipes e pilotos ligados ao campeonato presentes no evento. Quem roubou a cena foi a Red Bull, celebrando duas décadas de trajetória na Fórmula 1. E, nesse contexto, não faltaram Max Verstappen e Sergio Perez, além de Daniel Ricciardo, Mark Weber e David Coulthard.
Adrian Newey foi outro nome obrigatório por lá, já que ele assina o desenvolvimento do primeiro carro de rua da Red Bull, o RB17, igualmente apresentado nesta edição do Goodwood Festival of Speed. Essa escultura aerodinâmica pesa menos de 900 kg e traz um motor V10 aspirado, capaz de chegar a 15 000 rpm!
Aproveitando a subida do jeito que dá para aproveitar, Verstappen guiou o RB16B, o carro com o qual conquistou seu primeiro título em 2021. Mas o momento mais extremo ficou por conta de Ricciardo, com direito a zerinhos e pneu cantando - para a alegria de quem acompanhava tudo de perto.
Quem manda é o cronômetro
Em qualquer edição do Festival de Goodwood, também existe a disputa para descobrir quem sobe mais rápido. Não importa categoria, segmento, formato ou idade: a imensa maioria entra na rampa com a missão de desafiar o tempo.
Houve época em que eram os superesportivos que mais atraíam atenção, por exibirem desempenho. Só que eles não conseguem bater de frente com carros projetados exclusivamente para serem (os mais) rápidos.
No Goodwood Festival of Speed deste ano, o mais rápido acabou sendo um veículo comercial elétrico - bem, mais ou menos. Com a marca de apenas 43,99s, Romain Dumas e a impressionante Ford Supervan 4.2 terminaram como os mais velozes na Goodwood Hillclimb.
No caminho ficaram outras máquinas absurdas, como o Subaru WRX “Project Midnight”, pilotado por Scott Speed, o Gurney Eagle-Chevrolet FA74 de Michael Lyons e a Subaru GL Wagon, a “Family Huckster” de Travis Pastrana. O mais curioso é que, entre os dez primeiros colocados, também aparece um carro de produção, liberado para rodar em vias públicas: o Czinger 21C, conduzido por Chris Ward.
Depois de tudo isso, só resta contar os dias até a edição de 2025 do Goodwood Festival of Speed…
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