Há nomes que não deixam espaço para escorregões - e o Classe C é um deles. Ainda assim, desta vez a Mercedes-Benz resolveu virar a página por completo, com uma ressalva.
O novo Classe C passa a ser 100% elétrico, o que por si só já indica muito do que a marca projeta para o modelo nos próximos anos. E não se trata de uma simples versão eletrificada do Classe C que já conhecemos: é um carro novo, desenvolvido do zero.
Antes de entrar em números e detalhes, vale conferir o que ele entrega no conjunto. No vídeo abaixo, você vê tudo o que precisa saber sobre o novo Classe C elétrico.
Um Classe C diferente… em quase tudo
O choque visual vem de imediato, principalmente olhando de frente. Ele segue a linha do GLC elétrico - que já dirigimos - e exibe uma "grelha" marcante, no estilo de Mercedes antigos; só que, aqui, ela é fechada e iluminada, com mais de mil pontos de luz.
A estrela também vira tema da assinatura luminosa, tanto na dianteira quanto na traseira. Atrás, as lanternas ficam integradas a uma faixa preta, como já vimos no SUV.
O perfil do Classe C igualmente mudou. Menos sedã tradicional e mais próximo de um cupê (fastback), com uma linha de teto descendente pensada para ajudar na aerodinâmica. Isso aparece no dado principal: até 760 km de autonomia no ciclo WLTP.
Mais tecnologia, mais eficiência
Na parte técnica, a Mercedes-Benz começou apresentando a versão C 400 4MATIC, posicionada no topo da gama - acima dela, provavelmente, só os “C” com assinatura AMG. São dois motores elétricos, tração integral e 360 kW (489 cv) de potência combinada, com 0 a 100 km/h em 4,1s.
A bateria entrega 94,5 kWh de capacidade útil e utiliza arquitetura de 800 V, o que viabiliza carregamento de até 330 kW. Em termos práticos: até 320 km de autonomia recuperados em apenas 10 minutos, nas condições ideais.
A promessa é de 760 km de autonomia, mas a linha vai crescer, incluindo uma opção com tração traseira e autonomia em torno de 800 km - algo que pode pesar muito neste segmento. Até lá, o principal rival, o BMW i3, entrega mais 140 km:
No comportamento dinâmico, o destaque vai para a suspensão pneumática preditiva, capaz de "ler" a estrada com antecedência, e para o eixo traseiro direcional (até 4,5º), que deve favorecer tanto a agilidade quanto a estabilidade.
Interior: qualidade e tecnologia em destaque
Por dentro, a evolução é evidente. A percepção de materiais no Mercedes-Benz Classe C elétrico sobe de patamar, com madeira, alumínio e uma tentativa clara de evitar soluções menos refinadas - como plásticos preto brilhante - que marcaram gerações anteriores.
O foco em tecnologia aparece no HyperScreen (opcional) com 99 cm de largura (opcional), que transforma o painel em uma superfície digital contínua. É impactante, mas traz a dúvida de sempre: isso é realmente necessário?
E tem mais. O teto panorâmico pode ficar opaco em milissegundos e ainda simular um céu estrelado com 162 pontos luminosos. Já o sistema de som Burmester 4D, junto de bancos ventilados e com massagem, reforça a prioridade no conforto.
No banco traseiro, há bom espaço para pernas e área suficiente para a cabeça, apesar da linha externa mais baixa. E, no porta-malas, são 470 litros; somando os 101 litros na frente, o total chega a 571 litros. Um número importante para quem busca um modelo familiar.
Quando chega?
A Mercedes-Benz ainda não divulgou preços, mas a estreia no mercado europeu está prevista ainda neste ano.
Até lá, algumas dúvidas seguem no ar. Por quanto tempo ele vai conviver com o Classe C a combustão? E será que isso basta para encarar rivais como o novo BMW i3, que já mira autonomias ainda maiores?
As respostas ficam para o primeiro test-drive.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário