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Mercedes-Benz Mini-G terá versões elétricas e a combustão

Carro SUV branco Mercedes-Benz G-Class estacionado em ambiente interno moderno com janelas amplas.

No começo do ano, a Autocar já havia apontado que o futuro Mercedes-Benz Mini-G poderia ganhar motores a combustão, além das versões elétricas anunciadas. Agora, esse caminho foi confirmado, após uma revisão do planejamento para o modelo.

Por que a Mercedes-AMG mudou a estratégia do Mini-G?

E quem puxou essa mudança? Os concessionários dos Estados Unidos. “O feedback dos nossos concessionários nos EUA foi muito claro: precisávamos de uma versão equipada com motor de combustão interna. E foi exatamente isso que decidimos fazer”, declarou Michael Schiebe, diretor-executivo da Mercedes-AMG, à Automotive News.

Mesmo tendo sido apresentado no início como um projeto exclusivamente elétrico, Markus Schäfer, diretor-técnico da Mercedes-Benz, nunca cravou publicamente quais conjuntos mecânicos serviriam de base para o Mini-G - o que, na prática, mantinha aberta a possibilidade de outras alternativas.

O que já sabemos?

Visual do Mercedes-Benz Mini-G e herança do Geländewagen

Embora tenha dimensões menores, o Mini-G preserva as características centrais do icônico Geländewagen: linhas retas, superfícies planas, faróis redondos, caixas de roda marcantes e até o suporte para o estepe na tampa traseira.

Plataforma dedicada e foco em aptidão fora de estrada

Na parte estrutural, em vez de adaptar uma base já existente, a marca trabalha em uma plataforma própria. Internamente, ela é descrita como uma espécie de “chassi de longarinas e travessas em miniatura”, desenvolvida para garantir capacidade fora de estrada compatível com a reputação do Classe G original.

Quando chega?

Apesar de confirmar a abordagem multienergia, o executivo não indicou uma data exata para o Mini-G chegar às lojas. A expectativa é que o lançamento aconteça no primeiro semestre do ano que vem, com chance de a apresentação oficial ocorrer antes do fim de 2026.

Europa, EUA e o impacto das metas de emissões

Sobre as versões com motor a combustão, ainda não se sabe se elas serão oferecidas na Europa, especialmente por causa das metas de emissões da União Europeia (UE). Já o avanço da eletrificação nos EUA segue em outro ritmo quando comparado ao europeu, depois que Donald Trump anunciou, no fim do ano passado, o encerramento dos incentivos para a compra de veículos elétricos.

Schiebe, por sua vez, acredita que a variante elétrica terá grande procura no mercado europeu, seguindo o exemplo do CLA, em que uma parcela relevante dos clientes vem optando pelas versões elétricas.

O Mini-G faz parte de doze lançamentos planejados pela Mercedes-Benz para os próximos meses, e o nome definitivo ainda não foi confirmado. O CEO do Grupo, Ola Källenius, afirmou que seria “um “g” sem letra maiúscula, portanto, em minúsculas”.

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