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Troféu C1: teste do Citroën C1 de 68 cv no Circuito Vasco Sameiro, em Braga

Carro Citroën C1 Braga azul em exposição, com teto preto e detalhes frontais em laranja.

Dá para se divertir em um troféu com carros que “apenas” entregam 68 cv? Dá, sim - e muito.

Fomos ao Circuito Vasco Sameiro, em Braga, para conhecer de perto a primeira unidade em solo nacional do Citroën C1 que vai dar vida ao Troféu C1. A proposta é resgatar aquele clima das corridas que, em outros tempos, enchiam o Campeonato Nacional de Velocidade: grid lotado, orçamento sob controle, pilotos valentes e, claro, diversão de sobra.

Como tudo começou

A chegada do Troféu C1 a Portugal teve um começo bem “fora do comum”. André Marques, criador e responsável pela organização do Troféu C1 no país, correu uma etapa do troféu no exterior durante uma despedida de solteiro.

Deslize na galeria de imagens:

O André Marques se empolgou tanto com a ideia que não sossegou até “trazer” o Troféu C1 para o cenário nacional. E, mesmo tendo surgido de uma “brincadeira”, o nível de profissionalismo da estrutura do Troféu C1 é coisa séria.

O campeonato já está aprovado pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) e segue padrões de segurança dos mais exigentes. Inclusive, haverá tutores indicados para acompanhar os pilotos com menos experiência.

Lá fora, o Troféu C1 tem sido um sucesso e tem sido procurado por pilotos amadores e também por profissionais.

A fórmula é direta: oferecer aos apaixonados por corrida uma porta de entrada mais acessível para a competição, sem precisar hipotecar a casa ou vender um rim. Cada equipe pode inscrever até seis pilotos, e todas as provas terão duração de 6 horas.

Esta galeria de imagens fala por si:

Com mais gente dividindo a conta, os custos ficam mais leves - e, ao mesmo tempo, todo mundo termina a temporada com a “barriga cheia” de tempo de pista.

A fundo com o Citroën C1 em Braga

Chega de conversa: o foco é o carro. (Os detalhes mais burocráticos ficam para outro momento.) A preparação do Citroën C1 1.0 é simples, porém bem amarrada. O motor permanece original, seguindo com os mesmos 68 cv de potência. A ideia aqui é clara: máxima confiabilidade.

As mudanças aparecem no chassi e no que conecta o carro ao asfalto: roll bar, braços de suspensão adaptados, transmissão adaptada, extensíveis das ponteiras de direção, proteção das linhas de combustível, suporte para lastro, amortecedores Bilstein B8 Shock Absorber, banco concha (baquet), cintos de quatro pontos, corta-corrente e extintor. Para fechar o pacote, o pequeno Citroën C1 roda com pneus Nankang AS1 nas modestas medidas 155/55 R14.

Entrei no carro, ajustei o banco concha para a minha altura (1,74 m), apertei o cinto e saí dos boxes. Não imaginava que os 30 minutos seguintes seriam tão intensos.

O resultado das alterações no conjunto é nítido. A coisa tem tudo para funcionar…

O motor não impressiona em números, mas vale o lembrete que Colin McRae deixou um dia: “straight roads are for fast cars, turns are for fast drivers”. No Troféu C1, a lógica é exatamente essa: a graça está nas curvas, não nas retas.

Mesmo assim, no fim da reta do circuito de Braga, chegamos a mais de 150 km/h. Imaginem como vão ser as brigas nas freadas…

Como o carro é leve, dá para carregar muito embalo até o apex - e é aí que a diversão começa de verdade. É preciso extrair o máximo de cada frenagem e posicionar o carro com precisão em cada movimento para conseguir sair embalado.

Se você tenta ganhar tudo na frenagem, compromete a saída; se freia com cautela demais, perde tempo na entrada. É um equilíbrio muito tênue, acreditem.

Agora coloque nessa conta um grid que deve passar dos 25 carros e a diversão está garantida.

Carro pequeno, grandes emoções

A concentração e a técnica que o Troféu C1 exige para andar rápido são do mesmo nível que qualquer outro troféu. Em pouco tempo, a potência deixa de ser assunto e o foco vira um só: ir cada vez mais rápido. É isso que importa.

Depois de testar o Citroën C1, não sobra dúvida: o Troféu C1 vai dar o que falar. Ele tem tudo para funcionar… inclusive no preço. Com esse troféu, é bem provável que a gente veja grids cheios e corridas interessantes no Campeonato Nacional.

Saímos de Braga com uma certeza: vamos voltar. Mas essa parte eu conto em outra ocasião… fiquem de olho.


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