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Rolls-Royce Amethyst Droptail: a segunda unidade do Coachbuild

Carro de luxo Rolls-Royce modelo Amethyst roxo exposto em ambiente interno moderno.

Depois de apresentar o La Rose Noire Droptail no último fim de semana, durante a Monterey Car Week (EUA), a Rolls-Royce traz a público o Amethyst Droptail, a segunda unidade de um total de quatro planejadas.

Se o La Rose Noire Droptail buscou referências na rosa Black Baccara, o Rolls-Royce Amethyst Droptail nasce a partir da pedra ametista (Amethyst em inglês, o que explica a escolha do nome) - que, neste caso, também é a pedra do mês de nascimento (fevereiro) do filho do cliente.

Como costuma acontecer em projetos desse tipo, a fabricante britânica não revelou quem é o comprador. Ainda assim, confirmou que o Amethyst Droptail foi mostrado pela primeira vez em um evento privado, com amigos e familiares do proprietário, em Gstaad, na Suíça.

Além da ametista - que, como descreve a Rolls-Royce, “é um símbolo de pureza, clareza e resiliência” -, o trabalho da divisão Coachbuild também recebeu influência da flor perpétua roxa (Globe Amaranth), bastante comum no deserto próximo a uma das residências do cliente.

Essas duas referências aparecem já na seleção das duas tonalidades usadas na pintura externa e voltam a surgir nas marcantes rodas de 22".

Alta relojoaria a servir de inspiração

Na frente, chama atenção a grande grade cromada. Sua moldura foi polida e escovada manualmente e, segundo a marca, esse tipo de acabamento nunca havia sido aplicado nessa escala.

“O conceito foi sugerido pelo filho do cliente, um colecionador de alta relojoaria que se inspirou na escovagem à mão de uma peça historicamente significativa do seu arquivo”, afirma o comunicado da empresa sediada em Goodwood, no Reino Unido.

Para nivelar e padronizar os acabamentos externos do Rolls-Royce Amethyst Droptail, foram necessárias mais de 50 horas de trabalho manual.

Madeira pode ser aerodinâmica?

A personalização do Amethyst Droptail também fica evidente pelo emprego de madeira. De acordo com a Rolls-Royce, jamais foi criada, em toda a sua história, uma área tão extensa com esse material.

A madeira aparece desde o painel frontal, segue pelas portas e termina na traseira, formando uma espécie de convés.

Para aplicar esse acabamento no convés, os marceneiros da Rolls-Royce atuaram em conjunto com os especialistas em aerodinâmica da marca, definindo aspectos como as texturas da madeira e o ângulo exato de assentamento do próprio folheado.

O desfecho do projeto, segundo a empresa, é algo sem precedentes: a criação da “única superfície de madeira crua do mundo que produz força descendente num automóvel novo”.

Todas as madeiras empregadas no carro passaram por validações para garantir que atingiam os mesmos padrões de resistência exigidos para componentes externos.

Antes da construção final, mais de 150 amostras foram submetidas a mais de 8000 horas de testes, com exposição à luz solar, chuva e grandes variações térmicas - entre -30 ºC e +80 ºC.

Um relógio feito à medida

Por dentro, o destaque do painel deste Rolls é um relógio assinado pela Vacheron Constantin. A peça foi feita à mão em Genebra, na Suíça, e utiliza movimento de corda manual.

Batizado de Les Cabinotiers Armillary Tourbillon, o relógio foi concebido para permanecer em exibição no painel, embora possa ser retirado com facilidade e usado no pulso.

Como Vacheron Constantin e Rolls-Royce desenvolveram o item em parceria, não surpreende que o relógio siga a mesma paleta de cores aplicada no Amethyst Droptail.

E o preço?

Em termos técnicos, o Amethyst Droptail repete o conjunto do La Rose Noire Droptail. Assim, também recorre ao motor V12 de 6,75 litros, que, aqui, entrega 600 cv de potência e 840 Nm de torque máximo.

A Rolls-Royce, assim como fez com o La Rose Noire Droptail, não informou quanto custa o Amethyst Droptail. No entanto, se os rumores indicam um valor acima de 25 milhões de euros para o primeiro, este segundo não deve ficar atrás - o que, caso se confirme, colocaria os Droptail como os automóveis novos mais caros de todos os tempos.

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