Julgamento em Famalicão
A funcionária da Conservatória de Registro Automóvel da Trofa, que começou a ser julgada na sexta-feira, em Famalicão, por supostamente ter repassado dados pessoais de proprietários de veículos ao dono de um stand de Ribeirão ligado à venda de carros furtados, negou todas as acusações. Segundo ela, as consultas e informações prestadas eram legais e se justificavam pelo contexto da pandemia de covid-19.
Pedido de dados de veículos e isenção de taxa durante a covid-19
Sónia Barros afirmou que qualquer pessoa pode solicitar dados de um veículo - inclusive a partir de casa - para verificar, por exemplo, se há penhoras ou reserva de propriedade. No caso dela, disse ter fornecido informações em 35 ocasiões sem cobrar a taxa de cinco euros, o que, segundo o processo, representaria um prejuízo de 165 euros para a conservatória. “Era a época da covid e tínhamos de facilitar”, declarou.
Também reforçou que não recebeu nada em troca. A advogada de defesa alegou que, em uma única vez, ofereceram à funcionária frutos do mar, algo que classificou como “normal e de pouca monta”.
Oficina em Matosinhos
De acordo com a acusação, a rede desmantelada pela PSP em 2024 envolvia 23 pessoas - entre mecânicos, empresários e a funcionária - além de duas empresas.
Os suspeitos responderiam por furto qualificado, receptação, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. A investigação aponta que o grupo usaria equipamentos eletrônicos para abrir, ligar e reprogramar veículos. Os carros teriam sido furtados em Matosinhos, na Póvoa de Varzim e em Braga. Depois, seriam vendidos ou desmontados para comercialização de peças em garagens de Matosinhos.
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