O novo Renault Twingo foi apresentado hoje no Salão de Bruxelas e, por fora, funciona como uma reverência direta ao modelo original, lançado em 1992 - mas, ao abrir a porta, a conversa muda completamente.
No primeiro Twingo, a palavra de ordem era simplicidade, tanto no desenho externo quanto na cabine. O interior se destacava pelo painel de instrumentos digital posicionado no centro do painel e por duas saídas de ar circulares logo abaixo. Era, basicamente, isso - e quase nada além.
Por fora, os dois parecem muito próximos; por dentro, porém, não poderiam estar mais distantes. É aí que os mais de 30 anos entre um e outro ficam evidentes.
Interior do Renault Twingo: conectividade, tecnologia e duas telas
A Renault deixou a simplicidade de lado e abraçou de vez o que domina o mercado hoje: conectividade, tecnologia e uma cabine repleta de telas. Em especial, são duas, com aparência de terem saído diretamente do Renault 5 - uma de 7″ e outra de 10″, respectivamente.
Do lado de fora, como dá para perceber no vídeo divulgado, o respeito pelo conceito criado por Patrick Le Quément é quase total.
Referências ao Twingo de 1992 que continuam vivas
Apesar da virada tecnológica, o Renault Twingo original não foi apagado do interior - e isso é uma boa notícia. Um exemplo aparece nos revestimentos escolhidos para os bancos: o resultado é leve, alegre e colorido, no mesmo espírito do que se via na primeira geração do Twingo.
Espaço para tudo?
O Twingo original virou referência de aproveitamento de espaço e versatilidade, seguindo a linha de outros modelos do tipo minivan (MPV) da Renault - a marca que dominou esse segmento nos anos 90.
Ainda é cedo para cravar se a nova geração vai manter esse padrão, mas a Renault fez questão de destacar os pontos mais práticos e flexíveis na cabine deste novo Twingo.
Há porta-objetos no painel, bancos traseiros que deslizam e rebatem em duas partes iguais (50/50) e vários pequenos recursos voltados ao dia a dia.
Entre esses detalhes estão os encostos de cabeça dos bancos dianteiros: do lado voltado para trás, eles trazem uma área magnética para os passageiros do banco traseiro prenderem o celular, além de uma tira elástica que pode segurar garrafas ou outros objetos.
Infelizmente, tudo indica que os bancos totalmente rebatíveis - na frente e atrás - que renderam ao Twingo o apelido de “carro do amor” não chegaram até aqui. Ao que parece, não vai dar para dormir no Twingo. Pelo menos não com o mesmo conforto da primeira geração…
Quando chega?
O novo Renault Twingo só desembarca em 2026 e, do protótipo revelado hoje, 90% do que está à vista deve aparecer no modelo de produção.
Além de mostrar a cabine, o exterior do Renault Twingo também passou por alguns ajustes, aproximando o carro um pouco mais do que deve chegar às lojas. Em preço, a expectativa é que a versão mais barata fique em torno de 20 mil euros.
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