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Cientistas criam plataforma interferométrica ultraprecisa com sensibilidade picométrica para a futura missão orbital Taiji de busca por fusões de buracos negros

Cientista usando equipamento óptico com laser em laboratório de física, com monitores exibindo dados ao fundo.

Plataforma interferométrica do Taiji com sensibilidade picométrica

Uma equipa de investigadores da China anunciou um avanço tecnológico considerado decisivo dentro do programa espacial Taiji, voltado para a deteção de ondas gravitacionais. A novidade foi divulgada pelo Instituto de Mecânica da Academia Chinesa de Ciências.

Segundo os cientistas, foi criada uma plataforma ótica interferométrica completa para o projeto “Taiji” (Taiji). O grupo também montou a primeira geração do equipamento, desenvolveu um sistema de testes em solo e realizou calibração e ensaios preliminares.

Objetivo da missão orbital Taiji: ondas gravitacionais e fusões de buracos negros

A iniciativa tem como meta registar ondas gravitacionais geradas na fusão de buracos negros binários e de outros objetos cósmicos massivos. Ao contrário das observações feitas em instalações terrestres, um complexo espacial deve operar com interferências externas mínimas e captar oscilações extremamente fracas do espaço-tempo.

Supressão térmica, menos ruído e estabilidade 10 vezes maior

O ponto central da nova plataforma é um sistema concebido para suprimir flutuações de temperatura, capazes de distorcer medições de altíssima precisão. De acordo com os pesquisadores, o conjunto atinge exatidão na ordem de picômetros - trilionésimos de metro.

Nos testes, os cientistas também observaram uma redução expressiva do nível de ruído e um aumento de estabilidade de medição em dez vezes. Conforme a equipa de desenvolvimento, os principais parâmetros já cumprem integralmente os requisitos previstos para a futura missão “Taiji-2”.

Publicação e avanço em etapas do programa Taiji

Os resultados foram publicados no periódico científico internacional Research. Para os autores, a tecnologia deverá servir como uma base importante para futuras missões espaciais dedicadas ao estudo de ondas gravitacionais.

A China executa o programa por fases. O primeiro veículo da série, o satélite “Taiji-1”, foi lançado em agosto de 2019 e, segundo a Academia Chinesa de Ciências, continua a operar com sucesso em órbita.

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