Na semana passada, os combustíveis registraram queda de preço - mas a próxima semana já não começa com o mesmo alívio.
Aumento previsto na segunda-feira (28 de outubro)
A partir de segunda-feira, 28 de outubro, a tendência é de alta (ainda que pequena) no preço dos combustíveis, puxada pela valorização do brent, que caminha para uma subida semanal acima de 1%, em meio a preocupações geopolíticas.
De acordo com informações repassadas por fontes ligadas ao setor dos combustíveis, no início da próxima semana o gasóleo simples (diesel simples) deve ficar meio centavo por litro mais caro, enquanto a gasolina simples deve avançar um centavo por litro.
Se essas projeções se confirmarem, o preço médio do gasóleo (simples) deverá ficar em 1,563 €/l, enquanto a gasolina (simples 95) sobe para 1,805 €/l.
Preços médios e referência da DGEG
Como de costume, a base usada para calcular o preço dos combustíveis são os valores publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os dados de ontem, quinta-feira, 24 de outubro.
Os números divulgados pela DGEG já consideram tanto os descontos praticados pelas gasolineiras quanto as medidas do Governo atualmente em vigor. Ainda assim, vale reforçar: não são necessariamente os valores que você verá no posto, já que se tratam de médias indicativas.
Além disso, cada revendedor continua tendo liberdade para definir o preço que considera mais adequado à própria estratégia.
Medidas do Governo
As medidas extraordinárias de apoio aos combustíveis seguem em vigor, embora venham sendo reduzidas aos poucos.
O recuo dos «descontos fiscais» deve continuar - algo que foi reiterado na proposta do Orçamento do Estado para 2025. Para 2025, o Governo propõe o “fim da isenção de ISP sobre os biocombustíveis avançados e o descongelamento progressivo da taxa de carbono”.
A atualização gradual da taxa de carbono é a iniciativa com maior potencial de impacto na evolução do preço dos combustíveis. Vale lembrar que a taxa já passou por três atualizações desde 26 de agosto - a mais recente ocorreu em setembro. No momento, a taxa de carbono está em 81 €/t de CO2, segundo a Portaria n.º 210-A/2024/1. Ainda assim, permanece abaixo de 83,524 €/t, que era o valor previsto para este ano caso o congelamento não tivesse sido aplicado.
O efeito acumulado das atualizações da taxa de carbono no preço dos combustíveis já chega a 7,5 centavos por litro no gasóleo e 6,9 centavos na gasolina (fonte: Eco).
O «desconto» do ISP continua - 15,1 centavos por litro no gasóleo e 16,3 centavos por litro na gasolina -, mas a soma total de todas as ajudas tende a ser menor. A previsão é de 17,6 centavos por litro de gasóleo e 19,2 centavos por litro de gasolina.
Fonte: Eco
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