Encerramento confirmado da fábrica da Audi em Bruxelas
A unidade da Audi em Bruxelas, encarregada de montar o Audi Q8 e-tron, vai ter suas atividades encerradas em 28 de fevereiro de 2025.
Após várias tentativas de encontrar uma solução viável que evitasse o fechamento, a decisão da marca alemã foi confirmada por Peter D’hoore, porta-voz da fábrica na Bélgica.
O cenário de encerramento ganhou ainda mais força em novembro do ano passado, quando a Audi informou que ainda não havia conseguido achar um comprador para a planta.
Antes dessa comunicação, circularam informações sobre conversas com potenciais interessados, incluindo um fabricante de veículos comerciais. Também se comentou um possível interesse da chinesa NIO, mas William Li, diretor-executivo da empresa, negou qualquer intenção de comprar a unidade belga.
Gerd Walker, responsável pela produção da Audi, descreveu o fechamento como “dolorosa” e reconheceu ser “a mais difícil da sua carreira profissional”.
Futuro do Audi Q8 e-tron e reorganização do Grupo Volkswagen
Em relação ao Audi Q8 e-tron, o que se sabe até agora é apenas que o seu sucessor passará a ser produzido na fábrica da Audi no México. A decisão faz parte, ainda, das medidas de reorganização estratégica das operações globais do Grupo Volkswagen.
Com esse desfecho, chega ao fim um ciclo da fábrica de Bruxelas, que teve relevância na transição da Audi rumo à mobilidade 100% elétrica.
75 anos de história
A notícia do fechamento da fábrica da Audi em Bruxelas surge quase um ano e meio depois de termos tido a chance de visitá-la. Percorremos as linhas de montagem e almoçamos com centenas de funcionários - cerca de 3000 no total. Na ocasião, também conhecemos alguns dos modelos produzidos ali ao longo dos últimos 75 anos.
De Studebaker a Audi, passando por Volkswagen, SEAT e Porsche, muitos carros já saíram dessa linha de montagem. Uma das transformações mais marcantes ocorreu uma década após a integração da planta à Audi AG.
Adaptações para a produção 100% elétrica
Para viabilizar a fabricação de veículos 100% elétricos - mais pesados do que os modelos a combustão - foi necessário reforçar estruturalmente alguns prédios e modernizar diferentes tipos de máquinas.
Fonte: Automotive News Europe
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