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A SEAT Leon Sportstourer FR TDI ainda vale a pena hoje?

Carro branco moderno modelo Leon FR TDI estacionado em showroom com interior iluminado e janelas grandes.

Há não muito tempo, uma perua do segmento C com motor a diesel como a SEAT Leon Sportstourer FR TDI tinha, na prática, o sucesso quase garantido.

Hoje, porém, além de os SUVs “dominarem” o mercado, as opções híbridas plug-in (que também existem na linha Leon) vêm tirando espaço dos diesel nas vendas.

Diante desse cenário, a pergunta é inevitável: a SEAT Leon Sportstourer FR TDI ainda faz sentido como uma escolha a considerar?

FR, mas sem tanta pegada esportiva

Na SEAT, a sigla FR sempre foi associada à esportividade - principalmente no visual. Ainda assim, preciso admitir que, nesta Leon Sportstourer, esse “espírito” mais esportivo não aparece com tanta força.

É verdade que a ausência de cromados ajuda a dar um ar mais agressivo, mas as rodas de “apenas” 17” (há 18″ como opcional, que preenchem melhor as caixas de roda) e a falta de elementos estéticos mais marcantes acabam fazendo esta versão passar um pouco despercebida.

Independentemente do nível de equipamento, o que se mantém é o desenho robusto e sóbrio da Leon Sportstourer - e, nisso, confesso que sou fã.

Espaçosa como era de se esperar

Por dentro, assim como por fora, o “clima FR” cede espaço a uma proposta mais discreta. Entre as poucas exceções estão as costuras vermelhas dos bancos e o volante parcialmente revestido em couro perfurado.

Sobre o interior, tudo o que eu tinha a apontar já ficou dito quando avaliei a Leon Sportstourer híbrida plug-in.

O painel tem aparência atual, a ausência de botões físicos e teclas de atalho exige um período de adaptação, e tanto a percepção de materiais quanto a solidez dos acabamentos merecem elogios - com a Leon cada vez mais próxima do Golf nesse quesito.

Ainda assim, é na habitabilidade que a Leon Sportstourer mais se destaca. Construída sobre a plataforma MQB, a perua espanhola entrega espaço “dar e vender”.

Os 620 l do porta-malas ficam bem acima dos 470 l oferecidos na versão híbrida plug-in (a “acomodação” das baterias impõe esse sacrifício) e tornam a SEAT uma escolha perfeita para quem quer viajar sem deixar “nada para trás”.

No banco traseiro, espaço também não falta - seja para dois adultos, seja para duas cadeirinhas infantis.

Diesel, para que te quero?

Respondendo de forma bem direta, este 2.0 TDI de 150 cv “nasceu” para um objetivo: “devorar” quilômetros em rodovia e em estrada aberta.

Com a potência máxima surgindo entre as 3000 rpm e as 4200 rpm, e os 360 Nm de torque aparecendo já às 1600 rpm e se mantendo até às 2750 rpm, é um motor que chama atenção pelo desempenho.

As retomadas deixam claro não apenas o fôlego do propulsor, mas também o bom escalonamento da rápida e suave transmissão DSG de sete marchas. Em relação à versão híbrida plug-in, a única diferença realmente perceptível ao volante é a entrega imediata de torque do conjunto eletrificado.

O que diz muito sobre as qualidades deste diesel, ainda mais quando lembramos que a versão híbrida plug-in tem mais 54 cv (204 cv contra os 150 cv do TDI).

Mas há outro ponto em que a Leon Sportstourer FR TDI “brilha”: o consumo. Sim, dá para registrar médias muito baixas no híbrido plug-in, mas isso depende de recarregar a bateria com frequência.

Com o diesel, para gastar pouco basta… dirigir. E nem é preciso caprichar demais. Com condução tranquila, consegui médias de 4,5 l/100 km; acelerando mais, subiram para 6,5 l/100 km - o mesmo número obtido no uso urbano.

Ao fim de mais de 700 km rodados com a Leon Sportstourer TDI, muitas vezes carregada de passageiros e bagagem em trajetos bem variados, a média ficou em modestos 5,0 l/100 km.

É o carro certo para você?

Em termos de espaço, não é fácil encontrar um SUV que iguale esta perua espanhola. E, por mais interessantes que sejam as alternativas híbridas plug-in, a verdade é que só os diesel permitem bons consumos sem exigir qualquer mudança de rotina.

Em todo o restante, as qualidades da SEAT Leon Sportstourer - qualidade geral, conforto ao rodar e comportamento - seguem presentes e fazem da proposta espanhola uma das peruas mais interessantes do segmento, além de uma solução ideal para quem precisa de espaço e trata as rodovias por “tu”.

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