Sem ideia do que fazer neste fim de semana? Para quem é apaixonado por carros, há um programa forte: o Estoril Classics volta ao lendário circuito português como uma verdadeira celebração da história do automobilismo.
Ao longo do fim de semana, mais de 250 equipes aceleram no Autódromo do Estoril, colocando novamente em ação modelos que marcaram os grandes campeonatos do mundo - do endurance à Fórmula 1.
Ingressos, acesso e experiências no paddock do Estoril Classics
A entrada na arquibancada A é gratuita, assim como o acesso para crianças de até 11 anos. Já quem preferir ver os carros de perto pode comprar ingresso para o paddock. Os valores são de € 20 (sexta-feira), € 30 (sábado e domingo) e € 50 (para o evento inteiro).
O horário/programação completa do Estoril Classics pode ser consultado no quadro do evento. Naturalmente, o grande destaque fica por conta da corrida de Fórmula 1 (Classic GP):
Além de aproximar o público dos carros, o ingresso de paddock também libera a entrada em exposições temáticas e no Pit Stop Village, uma área de alimentação pensada para ser o ponto de encontro entre público, pilotos e integrantes das equipes.
De Fórmula 1 a lendas do endurance
As arquibancadas do Autódromo do Estoril vão receber muitos monopostos de Fórmula 1 (pré-1986), com um “som ambiente” que remete a uma era em que o circuito português fazia parte do Campeonato Mundial de Fórmula 1.
De Williams e Tyrrell a Lotus, McLaren e Brabham, com pinturas e patrocínios de outros tempos, não vão faltar máquinas históricas na corrida Classic GP by Portugal.
Mas o Estoril Classics tem outros atrativos, começando pelos carros confirmados no The Greatest’s Trophy, com um grid marcado por ícones como Ferrari 250 LM, Alfa Romeo TZ2, Porsche 904/6 e Maserati Tipo 61.
Na prova Classic Endurance Racing, a promessa é de ver autênticas referências da resistência, com currículo nas lendárias 24 Horas de Le Mans. É o caso de Porsche 935, Ferrari 512 BBLM, Ford GT40 e Lola T70 MK3.
Mais modernos, Maserati MC12 GT1, Porsche 997 RSR, Aston Martin DBR9 e o protótipo Dome S101 animam as corridas da categoria Endurance Racing Legends. Já Jaguar E-Type, Shelby Cobra, Austin-Healey e Porsche 911 serão as estrelas da Sixties Endurance, dedicada a esportivos pré-1963 e a GTs anteriores a 1966.
Clássicos de milhões que também movimentam milhões
No meio de tantos modelos históricos reunidos para o Estoril Classics, escolher um único destaque é quase impossível. Ainda assim, foi exatamente isso que pedimos a Diogo Ferrão, responsável pela organização de um evento que chega à sua 7ª edição:
"Não é fácil , mas posso tentar. Este ano temos o Ferrari 250 LM, até este ano o último modelo da marca italiana a ganhar as 24 Horas de Le Mans. Um modelo magnífico que todos vão poder ver e ouvir ao vivo."
Diogo Ferrão, Responsável da Race Ready
Esse é, inclusive, um dos pontos levantados por Diogo Ferrão para reforçar o peso do evento no cenário automotivo em Portugal: “durante estes dias vamos ter oportunidade de ver em Portugal alguns dos melhores carros de corrida de todos os tempos”.
No total, são mais de 250 equipes, várias centenas de carros e quase 4000 pessoas que, neste fim de semana, fazem do Circuito do Estoril a sua “casa”. “Assim vemos a importância não só desportiva mas também económica deste evento. Há hotéis esgotados para acomodar a massa humana que este evento mobiliza”, destaca Diogo Ferrão.
Sobre as discussões que vêm surgindo em torno do Circuito do Estoril - especialmente em relação ao barulho -, Diogo Ferrão demonstra confiança: “estes carros vão correr aqui como correm em toda a Europa. É o primeiro ano de um contrato de três anos que temos com o Autódromo e estamos a trabalhar para continuar a fazer do Estoril Classics, um embaixador de Portugal”.
“Naturalmente, a cada ano que passa é mais difícil. É a sétima edição do Estoril Classics e a fasquia está muito elevada, tanto em número de carros como em número de participantes”, lembrando ainda o impacto econômico do encontro: “Dois terços dos participantes no Estoril Classics são estrangeiros, oriundos dos quatro cantos do mundo. Consigo trazem carros, camiões e equipas. Sem contar com o público que se desloca ao Circuito, dá para ter uma ideia do que tudo isto representa para a economia nacional”, terminou.
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