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Toyota quer ser neutra em carbono na Europa até 2040 e aposta em Fábrica de Hidrogênio

Carro esportivo branco da Toyota modelo H2 2020 em exposição em showroom moderno.

A Toyota já trabalha com um alvo claro: alcançar a neutralidade de carbono na Europa até 2040 - ou seja, 10 anos antes do prazo estipulado pela União Europeia (UE).

Para cumprir essa meta, a montadora não pretende depender exclusivamente de carros elétricos a bateria. Outras rotas tecnológicas entram no plano, com destaque para o hidrogênio. Aqui, porém, não estamos falando do hidrogênio como alternativa para alimentar motores a combustão - uma linha que a marca japonesa continua a desenvolver, como já mostramos em vários artigos.

O foco, neste caso, é uma "Fábrica de Hidrogênio" - ou, se preferir, uma Hydrogen Factory, nome adotado pela Toyota para uma nova unidade de produção na Europa voltada integralmente à tecnologia Fuel Cell (célula a combustível).

Fábrica de Hidrogênio em toda a linha

Na visão da Toyota, a célula a combustível pode ir muito além dos automóveis e atender também veículos pesados, ônibus e até embarcações.

Por isso, a marca quer acelerar a fabricação de pilhas de combustível com a instalação de uma nova fábrica na Europa. A ideia não é apenas acompanhar a demanda: também passa por reduzir o custo dessa solução.

A Toyota Motor Europe ainda não divulgou onde essa nova fábrica de hidrogênio será construída. Mesmo assim, Portugal pode entrar no radar.

De um lado, o país está entre os que mais incorporam energias renováveis na geração elétrica. De outro, é de Portugal que saem os ônibus a hidrogênio do consórcio CaetanoBus/Toyota.

O problema da rede de abastecimento

Nesse ponto, a expectativa é que a Europa seja o primeiro mercado a tentar popularizar o hidrogênio como energia limpa. Vale lembrar que o Acordo Verde (Green Deal), aprovado pela Comissão Europeia, prevê um investimento de 45 mil milhões de euros na descarbonização da economia europeia até 2027.

Dentro desse montante, 284 milhões de euros foram destinados à criação de um corredor europeu de postos de abastecimento de hidrogênio.

Segundo o plano TEN-T (trans-European Transport Network), esse corredor deve disponibilizar estações a cada 200 km de distância em uma primeira fase, com a previsão de expansão gradual até 2050.

O hidrogênio em Portugal

Apesar dos anúncios, o avanço da infraestrutura de abastecimento em Portugal segue atrasado. O Roteiro e Plano de Ação para o Hidrogênio ainda não saiu do papel. Mesmo assim, as metas estabelecidas são ambiciosas.

Uma das metas define entre 10 a 25 estações de abastecimento de hidrogênio em Portugal até 2025. Para esse mesmo período, o objetivo do atual governo para o país é ter entre 400 a 500 carros de passeio a hidrogênio circulando nas estradas, além de 50 a 100 veículos pesados.

A meta final projeta que, em 2050, a frota de veículos elétricos a hidrogênio em Portugal ultrapasse as 25 mil unidades e que existam mais de 15 mil veículos pesados com a mesma tecnologia.

Além da Toyota, outras marcas também vêm apostando nessa solução, sobretudo para transporte e logística. É o caso da Renault, que tem anunciado investimentos expressivos na sua divisão de veículos comerciais, que segue em um processo acelerado de eletrificação.

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