O Bugatti Bolide é o primeiro carro da fase moderna da marca projetado do zero para rodar exclusivamente em pista.
As formas exageradas do Bolide - com cara de ficção científica - já tinham aparecido antes, assim como o ronco encorpado do W16 tetraturbo em ocasiões como as 24 horas de Le Mans e o Festival de Velocidade de Goodwood. O que seguia guardado a sete chaves, porém, era a cabine… até agora.
As primeiras imagens do interior do Bugatti Bolide foram finalmente divulgadas e revelam como a marca enxerga um carro de corrida que, ainda assim, transmite sofisticação.
A atmosfera de competição fica evidente: há fibra de carbono por todos os lados, contrastando com revestimentos têxteis em azul. O conceito decorativo “X-Theme” faz com que o desenho em “X” determine o visual de vários elementos, repetindo a lógica aplicada do lado de fora.
Isso aparece, por exemplo, nos bancos do Bolide, que parecem moldados ao monocoque de fibra de carbono e trazem diferentes áreas acolchoadas.
Diferentemente do padrão em outros Bugatti, a posição do banco é fixa. O que pode ser ajustado é apenas a coluna de direção e os pedais. Ainda assim, há quatro tamanhos de banco, e as partes acolchoadas serão personalizadas para cada proprietário.
Para ajudar na entrada e na saída, as almofadas externas do encosto e do apoio de cabeça se abrem junto com a porta e são presas por uma estrutura produzida com tecnologia de impressão 3D.
Volante ou obra de arte?
Com uma mistura de controle de videogame e volante de Fórmula 1, o “X-Theme” também marca presença no volante do Bugatti Bolide - e o resultado lembra uma peça artística que combinaria com qualquer sala.
Essa, aliás, foi exatamente a ideia da marca: o volante pode ser removido e levado com facilidade, para ser exibido como se fosse uma obra de arte.
O desenho do volante também levou em conta o feedback valioso dos pilotos de testes da marca, pensando no uso em velocidades muito altas e, muitas vezes, sob forças G mais intensas. Por isso, os oito botões e os dois seletores rotativos foram posicionados para um acionamento simples e rápido.
Logo atrás do volante, o painel tem dois modos de exibição diferentes. Um deles reúne informações mais técnicas e complexas - novamente definidas com apoio dos pilotos de testes da Bugatti. O segundo modo é mais «amigo» do usuário e reúne as principais funções ligadas à condução.
Competição de luxo
O console central do Bugatti Bolide passa longe da elegância típica dos modelos de rua montados em Molsheim. Bem no centro, há 10 botões de aparência mais simples que dão acesso às funções essenciais.
Mais abaixo, aparecem dois grandes comandos vermelhos, voltados para uma parada de emergência e para o acionamento do extintor.
Nas laterais do console central, há quatro grandes saídas circulares de alumínio (duas de cada lado, posicionadas na vertical), inspiradas nas quatro saídas de escape traseiras do Bolide.
Elas servem, naturalmente, como difusores de ar do ar-condicionado, já que os clientes da marca podem querer usar o Bolide em dias mais quentes. Afinal, pode até ser um carro de competição, mas continua sendo um Bugatti.
Esgotado
O preço do Bugatti Bolide é um dos «detalhes» conhecidos há alguns meses: quatro milhões de euros, para começo de conversa.
Mesmo assim, ainda que alguém tenha esse valor disponível para gastar em um único carro, o Bugatti Bolide já não entraria na lista. As 40 unidades que a marca vai produzir já têm uma «morada» definida.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário