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Governo de São Paulo entrega ampliação e modernização do Terminal de Passageiros do Aeroporto Dr. Leite Lopes, em Ribeirão Preto

Grupo de pessoas com malas caminhando dentro de um aeroporto moderno e iluminado com plantas e avião ao fundo.

Entrega das obras e investimento

Na última semana, o Governo de São Paulo comunicou que, na terça-feira, 28 de abril, realizou a entrega das obras de ampliação e atualização do Terminal de Passageiros do Aeroporto Dr. Leite Lopes, em Ribeirão Preto.

A intervenção recebeu aporte de R$ 48 milhões e teve como foco elevar a eficiência das operações, organizar melhor os fluxos de embarque e desembarque e ampliar o conforto do público. A entrega também fortalece a estratégia de internacionalização do terminal, contemplando tanto voos de passageiros quanto movimentação de cargas.

Ampliação do Aeroporto Dr. Leite Lopes em Ribeirão Preto e novas metas

Entre as principais frentes do projeto estão a criação de um novo boulevard sustentável e o aumento da área do terminal, que saiu de 3.600 m² para um conjunto com mais de 10 mil m². Com as melhorias, o aeroporto - hoje o quinto maior do estado em volume de passageiros - passa a estar estruturado para ampliar a capacidade anual de 700 mil para até 1,5 milhão de passageiros até 2028. Em 2025, a movimentação registrada foi de 728 mil passageiros.

“Temos indústria e agro muito fortes em Ribeirão Preto. Precisávamos de um aeroporto para receber bem os nossos passageiros. A obra, que ampliou o espaço de 3,6 mil para 10 mil metros quadrados, com boulevard sustentável e passarela climatizada, realmente prepara o aeroporto para a internacionalização. Esse passo é muito bem-vindo em um dos maiores aeroportos do estado em termos de movimentação de passageiros. Ribeirão Preto merecia um equipamento deste nível”, afirmou Tarcísio.

Novas áreas operacionais e requalificação do terminal

O escopo das obras incluiu a implantação de novos espaços operacionais e a requalificação integral do que já existia. Entre os destaques estão o novo pré-embarque, o novo desembarque doméstico e internacional e a passarela climatizada de ligação. A área do terminal anterior também foi submetida a um retrofit completo.

“A ampliação marca um avanço estratégico para a aviação regional paulista. A ampliação do Aeroporto Dr. Leite Lopes consolida-se como um importante hub regional, contribuindo para o desenvolvimento econômico, a atração de investimentos e a melhoria da conectividade no interior paulista”, declarou o secretário estadual de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini.

A projeção é de que o aeroporto chegue a aproximadamente 800 mil passageiros já em 2026, um avanço perto de 10% na comparação com o ano anterior, mantendo uma média diária de 12 voos comerciais.

Outro ponto relevante é a reativação do Terminal de Carga, com início das operações previsto para o segundo semestre de 2026.

Concessão, sustentabilidade e arquitetura em madeira

A obra foi finalizada em 1 ano e 3 meses após a aprovação do Plano de Gestão de Infraestrutura (PGI), o que, segundo o anúncio, evidencia capacidade de entrega e eficiência do modelo de concessão. O empreendimento foi executado pela concessionária Rede VOA e também é apontado pelos diferenciais ligados à sustentabilidade e à inovação.

Com linguagem contemporânea e identidade visual marcante, assinadas pela Bacco Arquitetos Associados, o novo terminal adota soluções como a interligação climatizada entre áreas operacionais, iluminação inteligente e pontos de abastecimento de energia a biometano. Apontado como o maior projeto arquitetônico em madeira do Brasil, o conjunto se alinha a práticas ESG, combinando eficiência de operação e responsabilidade ambiental.

De acordo com a Bacco, um diferencial central está em empregar madeira engenheirada em um equipamento público de infraestrutura de grande porte. Ainda pouco utilizada no país em obras dessa escala, a alternativa amplia o repertório técnico aplicado à infraestrutura ao reunir materialidade, desempenho ambiental, industrialização e precisão construtiva.

“É um projeto que aponta para uma forma de infraestrutura pública mais eficiente, coordenada e alinhada às demandas ambientais contemporâneas, reforçando o papel da arquitetura na construção de equipamentos capazes de responder às necessidades do território”, explica Marcelo Barbosa, arquiteto e sócio-fundador da Bacco ao lado de Jupira Corbucci.

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