Há não muitos anos, a Mercedes-Benz chamou atenção ao equipar o CLA e outros modelos de entrada com o conhecido 1.5 dCi da Renault. A escolha rendeu muita discussão: incomodou parte dos admiradores da estrela, mas agradou quem gosta de provocar a marca.
Essa aproximação entre franceses e alemães também incluiu o desenvolvimento em conjunto do motor a gasolina 1,33 l, que até hoje aparece em vários veículos da Renault e da Mercedes-Benz, além de modelos da Nissan e da Mitsubishi. No fim das contas, a indústria funciona assim: acordos e parcerias para aumentar sinergias e melhorar o retorno do que foi investido.
Agora, segundo o CarNewsChina, o roteiro pode se repetir. O próximo Mercedes-Benz CLA, previsto para chegar em 2025, deve receber um motor a combustão da HORSE Powertrain Limited, a joint venture criada pelo Grupo Renault com a chinesa Geely para desenvolver e fabricar motores a combustão, sistemas híbridos e tecnologias relacionadas.
Que motor é esse?
De acordo com a reportagem chinesa, trata-se de um quatro-cilindros a gasolina de 2,0 l com turbo, estimado em 250 cv e 360 Nm de torque. A indicação é que ele fará parte de um conjunto mild-hybrid de 48 V, com o motor-gerador elétrico integrado ao câmbio automático.
Mercedes-Benz CLA e a plataforma MMA: elétrico em primeiro lugar
Apesar de a Mercedes-Benz estar destacando fortemente o caráter 100% elétrico do próximo Mercedes-Benz CLA - que vai estrear a nova plataforma MMA, priorizando as motorizações elétricas -, também já se sabe que haverá espaço para opções (quase) exclusivamente a combustão. É justamente aí que esse novo motor a gasolina entraria.
Logística de produção: China, Alemanha e catalisador europeu
A cadeia logística, porém, aparenta ser mais trabalhosa. O motor seria fabricado na China, enviado para a Alemanha (onde o CLA é produzido) e, já lá, receberia o catalisador (para atender às normas europeias) antes de ser instalado no veículo.
Por que recorrer à HORSE?
Hoje, a Mercedes-Benz já oferece um motor a gasolina equivalente, com o mesmo número de cilindros e a mesma capacidade, usado não apenas no CLA atual, mas também em modelos mais novos - como Classe C e Classe E, por exemplo.
Por enquanto, só dá para levantar hipóteses sobre a opção pela joint venture do Grupo Renault com a Geely. Uma possibilidade é a redução de custos, já que isso tira da Mercedes-Benz o ônus de evoluir esse motor para cumprir a norma Euro 7 (que passa a valer em 29 de novembro de 2026).
Por outro lado, vale lembrar que Li Shufu, fundador e principal nome por trás da Geely, tem individualmente uma participação de quase 10% na Mercedes-Benz. E o relacionamento entre os grupos também inclui a Smart, que pertence aos dois em divisão 50/50.
Resta esperar o começo de 2025, quando o novo Mercedes-Benz CLA for revelado, para confirmar a informação. Ainda segundo o CarNewsChina, essa confirmação pode ficar para 2026, já que as versões elétricas terão prioridade, deixando as opções a combustão para depois.
Fonte: CarNewsChina
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