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Organizador do Braga Car Show ameaça greve de fome em Braga

Carro esportivo vermelho metálico exibido em showroom moderno com iluminação refletida no chão brilhante.

Greve de fome anunciada na Câmara Municipal de Braga

O responsável por um evento de carros modificados (tuning) em Braga avisou, na sexta-feira, durante uma reunião na Câmara Municipal, que pretende fazer uma greve de fome em frente aos Paços do Concelho a partir da próxima terça-feira, caso os serviços municipais não respondam às solicitações que apresentou para voltar a realizar o "Braga Car Show" na cidade.

"Tenho diabetes tipo 1. Mas faço greve, se for preciso até morrer", afirmou Jorge Cardoso, dizendo que aguardará apenas até terça-feira por uma resposta às cartas que enviou. Na mesma ocasião, o presidente do Município, João Rodrigues, limitou-se a declarar que iria verificar a situação.

Braga Car Show e os argumentos do organizador

No período destinado às intervenções do público, Jorge Cardoso destacou que o "Show" atrai milhares de pessoas a Braga e que, com isso, os hotéis ficam lotados. Como comparação, lembrou que a corrida da Rampa da Falperra é autorizada pela autarquia e disse lamentar que, por estar impedido de ocorrer em Braga, o evento tenha de ser levado, em 2026, para Santarém.

Queixas dos moradores

Sobre o assunto, uma fonte municipal explicou ao JN que a Rampa da Falperra integra o calendário da Federação Internacional Automóvel, o que não acontece com o tuning. A mesma fonte reforçou que o "Show Car" de 2024 - realizado no autódromo de Palmeira e com três mil carros - gerou vários transtornos, incluindo um acidente grave envolvendo automóveis, agressões dentro do recinto, excesso de ruído (o que motivou um abaixo-assinado dos moradores contra o evento) e também congestionamentos no trânsito do concelho.

Autoridades e questões de segurança

Além disso, a Junta de Freguesia de Palmeira é contra o retorno do evento - ainda que o organizador assegure que, desta vez, seriam apenas mil veículos. Soma-se a isso o fato de a GNR e a PSP recomendarem a proibição, tanto por motivos de segurança quanto por questões de legalidade ligadas à alteração de viaturas.

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