Lançado em 2003, o Mazda RX-8 virou rapidamente um modelo cultuado entre os fãs da cena automotiva japonesa. E os motivos são fáceis de entender: por muito tempo, ele foi o último carro da Mazda a sair de fábrica equipado com um motor Wankel.
Isso só mudou recentemente, quando a marca de Hiroshima começou a produzir o MX-30 e-Skyactiv R-EV. Nesse modelo, um motor elétrico trabalha em conjunto com um Wankel de 830 cm³, que atua como gerador para produzir energia.
20 anos do Mazda RX-8 e um conversível que nunca chegou às ruas
Mesmo com o retorno do Wankel à linha da Mazda, a relevância do RX-8 segue intacta. Afinal, na época da publicação original deste artigo (2023), o modelo está comemorando seu 20º aniversário.
Para marcar a data, a Mazda Japan resolveu reapresentar um RX-8 Cabrio inédito. Trata-se de uma peça única - nunca existiu um RX-8 conversível de produção - e ela ficará em exibição no Mazda Brand Space Osaka, no Japão, até o fim de agosto (2023).
Sobre a história desse exemplar, sabe-se que ele foi construído especificamente para um evento corporativo da marca japonesa, realizado em 2008. Na ocasião, serviu como transporte para alguns executivos da montadora. Depois disso, permaneceu “escondido” até agora.
O que muda para um Mazda RX-8 “normal”?
Por ser um carro único, feito para um objetivo muito específico, quase não há informações detalhadas sobre essa unidade.
Sem teto e com um arco de segurança fora do padrão
O que mais chama atenção no RX-8 Cabrio é, além da ausência do teto, o arco de segurança posicionado onde normalmente estaria o pilar B (que o RX-8 não tinha). Ele fica logo acima dos encostos de cabeça dos bancos dianteiros e é alto demais - mais alto até do que a moldura do para-brisa (o que o deixa particularmente pouco atraente).
Mais do que apenas proteger os ocupantes em caso de capotamento, essa altura exagerada parece ter outro motivo: servir de apoio para os passageiros traseiros quando estão em pé. Como já mencionamos, ele foi usado como veículo de desfile (observem a imagem acima).
Portas traseiras “suicidas” e uma traseira quase inalterada
Pelo uso bem específico desse exemplar, tudo indica que ele nem mesmo tem capota. Reparem que as pequenas portas traseiras do tipo “suicida” (abertura invertida) foram mantidas, algo que não parece fazer muito sentido com a adição do arco de segurança.
Na traseira, quase nada mudou, com exceção de uma nova carenagem que traz duas saliências imediatamente atrás dos encostos de cabeça dos bancos traseiros.
Wankel, claro
No conjunto mecânico, a Mazda não informa se houve qualquer alteração no motor desse RX-8 Cabrio. Ainda assim, o mais provável é que ele permaneça igual ao do RX-8 convencional.
Este RX-8 Cabrio específico, de especificação japonesa e com câmbio automático, faz com que o Wankel de 1,3 l entregue 210 cv. No cupê, isso significava menos de oito segundos no 0 aos 100 km/h e uma máxima limitada de 180 km/h (apenas no Japão; no restante do mundo, seria de 226 km/h).
Uma coisa não muda: com ou sem capota, o som desse motor Wankel merece destaque. E falamos com propriedade, porque Guilherme Costa teve recentemente a chance de conduzir um Mazda RX-8 para um vídeo do canal da Razão Automóvel no YouTube - novidades em breve…
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