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Portugal no ranking da gasolina mais cara: 2,009 €/l em 18 de maio de 2026

Carro esportivo verde metálico estacionado em showroom com janelas amplas e vista para o mar.

Portugal no ranking global da gasolina mais cara

Portugal aparece entre os territórios com a gasolina mais cara em um levantamento que compara 165 territórios. Pelos dados da plataforma Global Petrol Prices referentes a 18 de maio de 2026, o país ocupa o 13.º lugar no ranking geral e a 11.ª colocação quando o recorte considera apenas países desenvolvidos - 2,009 euros por litro.

Esse patamar coloca Portugal bem acima da média europeia e em linha com alguns dos locais onde abastecer custa mais caro no mundo. Para efeito de comparação, o maior preço médio está em Hong Kong, com 3,612 €/l, seguido de Malawi (3,302 €/l) e Israel (2,447 €/l).

Em relação a outros mercados, Portugal fica muito acima de Espanha (1,563 €/l), Japão (0,917 €/l), China (1,182 €/l) e EUA (1,094 €/l). Já à frente de Portugal, surgem países como França (2,034 €/l), Suíça (2,062 €/l) e Dinamarca (2,421 €/l). Consulte a tabela completa.

Preço da gasolina na Europa: Portugal sobe no ranking

Quando a análise é limitada à Europa, a colocação portuguesa piora: o país passa ao 8.º lugar entre os territórios europeus com o preço médio de gasolina mais alto, ficando atrás apenas de Dinamarca, Países Baixos, Grécia, Finlândia, Noruega, Suíça e França. Confirma o Top 10:

Como referência, dentro da União Europeia, o país com a gasolina mais barata é Malta, com 1,340 €/l. No recorte continental, os menores valores aparecem na Rússia (0,822 €/l), Bielorrússia (0,844 €/l) e Turquia (1,229 €/l).

O problema não é só o preço

O valor na bomba é apenas uma parte da questão. Quando o foco passa a ser a taxa de esforço para abastecer em função do rendimento médio, o cenário de Portugal fica ainda mais preocupante.

Segundo a mesma análise, completar um tanque de 40 litros de gasolina 95 em Portugal equivale a cerca de 3,9% do rendimento médio mensal (estimado a partir do PIB per capita anual dividido por 12 meses).

Esse peso no orçamento é maior do que em países onde o litro chega a custar mais: nos Países Baixos, a despesa representa 2% do rendimento; na França, 2,5%; e, na Dinamarca, 1,9%. A diferença para Espanha, o país vizinho, também chama atenção: 40 litros correspondem a 2,5% do rendimento médio mensal. Na comparação com os EUA, o contraste é enorme: apenas 0,7%. Proporcionalmente, um português gasta cinco vezes mais do que um americano para encher o tanque.

Parque envelhecido

Esses números pesam ainda mais quando se considera que Portugal tem um parque automóvel envelhecido, com idade média de 14,3 anos, e que uma parcela significativa da população fora dos grandes centros urbanos não dispõe de alternativa ao carro próprio para se deslocar. Para essas famílias, o gasto com combustíveis não é uma escolha: é uma despesa incontornável.

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