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Ferrari 12Cilindri pode ganhar V12 atmosférico com câmbio manual

Carro esportivo vermelho Ferrari 812 Cilindri em exibição dentro de showroom moderno com piso brilhante.

O mundo ainda digere o impacto do Ferrari Luce, mas a fabricante de Maranello pode estar preparando algo capaz de acalmar os ânimos: um V12 aspirado, combinado com câmbio manual.

Conforme publicou o The Super Car Blog, estaria a caminho um Ferrari 12Cilindri com três pedais, que deve ser mostrado a clientes durante a Ferrari Cavalcade - evento com início marcado para 29 de junho de 2026.

Se o rumor se confirmar, será o primeiro Ferrari moderno de produção com transmissão manual desde o California, em um momento em que o câmbio automático de dupla embreagem domina completamente a linha atual da marca italiana.

Um V12 atmosférico com três pedais

O provável ponto de partida é o Ferrari 12Cilindri, um GT com motor dianteiro lançado em 2024 para assumir o lugar do 812 Superfast. Trata-se de uma verdadeira celebração do V12 de 6,5 litros, instalado na dianteira e com tração traseira.

Na configuração vendida hoje, esse motor entrega 830 cv e gira até 9500 rpm, números que o colocam entre os últimos grandes V12 aspirados sem eletrificação ainda à venda no mercado.

No modelo de série, a transmissão é um câmbio automático de dupla embreagem com oito marchas. A especulação, porém, indica que essa unidade seria substituída por um câmbio manual convencional, em uma série extremamente limitada.

Do ponto de vista mecânico, a base deve permanecer quase intacta. O V12 do 12Cilindri vem da família F140 e adota soluções já vistas no 812 Competizione, incluindo componentes internos mais leves para permitir rotações mais altas: há bielas de titânio, pistões de alumínio e um virabrequim aliviado e reequilibrado.

Produção limitada e acesso restrito

Ainda segundo a mesma informação, essa versão manual - que poderia adotar o nome 12Cilindri MM - não deve fazer parte da gama regular do 12Cilindri. O cenário mais provável é uma produção em pouquíssimas unidades, voltada a clientes selecionados da Ferrari, em um formato próximo ao de séries especiais ou projetos de acesso reservado da marca.

A escolha do 12Cilindri para esse possível retorno não seria por acaso. Entre os modelos atuais da Ferrari, ele é o que mais conecta a marca ao seu passado: traz um V12 naturalmente aspirado em posição dianteira, proporções clássicas e uma proposta que não depende de eletrificação, o que o torna um candidato natural.

Regresso mais emocional do que racional

A Ferrari foi deixando os câmbios manuais para trás de forma gradual porque as transmissões de dupla embreagem se tornaram mais rápidas, mais eficientes e mais compatíveis com o nível de desempenho exigido pelos modelos modernos. É consenso que, falando apenas de técnica, não existe uma vantagem objetiva em voltar aos três pedais em um superesportivo de 830 cv.

Mas o apelo desse eventual 12Cilindri manual não estaria na eficiência, e sim na exclusividade, na ligação com os códigos da Ferrari e, claro, na experiência sensorial. Depois da apresentação do Luce, seria uma ótima maneira de a Ferrari mostrar que não esqueceu aquilo que seus clientes mais valorizam.


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