A Tesla Cybertruck já rende assunto há muitos anos. Até quem mora isolado, como um ermitão numa caverna no alto de uma montanha e longe da internet, provavelmente já se deparou com várias manchetes sobre a primeira picape da Tesla.
Em circunstâncias normais, nós - os entusiastas “comuns” de carros, grupo do qual faço parte - já estaríamos de saco cheio do tema. Existem milhares de fotos e tantos outros textos sobre a Cybertruck, nem que seja só para alimentar os mecanismos de busca pela internet afora.
Um prazer culposo com a Tesla Cybertruck
Mas aqui não é bem sobre isso. O que acontece é que eu vou admitir um pequeno prazer culposo.
Porque, mesmo depois de ver tantas imagens da nova picape da Tesla a ponto de ela nem me provocar curiosidade visual, a verdade é que eu queria muito sentir como é dirigir uma “coisa” daquelas.
Se alguém me perguntasse: “compravas?”, tenho 99,99% de certeza de que a resposta seria “não”. A Tesla Cybertruck é um “bicho” esquisito, pouco compatível com a maioria das estradas por onde costumo rodar, não cabe na minha garagem e o visual - para mim, obviamente - está longe de ser paixão; é bem o contrário.
O que torna esse “bicho” tão intrigante
Ainda assim, justamente por ser tão fora da curva, a curiosidade só aumenta. Uma carroceria que quase não amassa, vidros que (na maior parte das vezes) não quebram e um desempenho que meu cérebro custa a associar às três toneladas de peso.
São quase seis metros de comprimento e mais de dois de largura num veículo estranho e diferente de tudo o que já passou por uma estrada. E talvez seja exatamente por isso que ele consiga ser tão interessante.
Tesla Cybertruck na Europa?
Afinal, existe chance de a Tesla Cybertruck desembarcar algum dia no continente europeu? Bem, o mais provável é que isso nunca aconteça. Para começar, o tamanho e o peso da picape americana criariam várias limitações deste lado do oceano - incluindo o detalhe de que seria necessário ter habilitação para pesados para conduzi-la.
Outra razão tem a ver com demanda, e quem afirma isso é o próprio Elon Musk. No mercado europeu, picapes não estão entre os tipos de carro mais procurados, enquanto nas terras do Tio Sam elas continuam no topo das tabelas de vendas. Então, por que investir milhões no desenvolvimento de versões compatíveis com o nosso mercado?
Por enquanto, o maior desafio da Tesla é acelerar a produção complexa desse modelo, que já acumula mais de dois milhões de pré-encomendas, segundo Musk.
Aliás, o CEO da Tesla chega a dizer que a marca “cavou a sua própria sepultura” e que o mais provável é que sejam necessários “anos” até atingir a meta de produção da Tesla Cybertruck: 250 mil unidades por ano.
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