A marca de Stuttgart segue refinando sua estratégia - agora com atenção especial aos modelos de entrada - e, por isso, o Mercedes-Benz Classe A acaba de ganhar, literalmente, mais alguns anos de vida.
Com os sinais mais recentes apontando para uma desaceleração na procura por automóveis 100% elétricos, a Mercedes-Benz decidiu tirar um pouco o “pé do acelerador” na eletrificação. Um dos modelos diretamente beneficiados por esse ajuste foi o Classe A.
Mercedes-Benz Classe A segue em produção até 2026
O menor Mercedes da linha, cuja fabricação estava prevista para terminar ainda em 2024, vai continuar a ser produzido até 2026, convivendo por um período com a próxima geração de compactos da marca.
Vale lembrar que essa nova família começa a chegar em 2025, com a versão de produção do Concept CLA. Ele vai inaugurar a nova plataforma MMA, capaz de receber diferentes soluções de motorização - apenas a combustão, híbridos plug-in ou 100% elétricos.
Plataforma MMA e a futura linha “Entry Luxury”
É justamente com base nessa arquitetura que serão criados os integrantes da futura gama “Entry Luxury” da Mercedes-Benz. Além do novo CLA, já estão previstos os sucessores - ou equivalentes - dos CLA Shooting Brake, GLA e GLB.
Com o novo planejamento, a fábrica alemã de Rastatt foi reestruturada para conseguir produzir veículos tanto com a plataforma MFA (a atual, utilizada pelo Classe A) quanto com a futura MMA.
Futuro da Mercedes-Benz
Manter a geração atual do Classe A por mais tempo representa apenas uma parte de uma revisão estratégica mais ampla da Mercedes-Benz no caminho rumo à eletrificação total.
Agora, segundo o diretor executivo da fabricante alemã, Ola Källenius, a produção de automóveis com motor a combustão pode se estender para além de 2030. A aposta quase exclusiva em modelos 100% elétricos perde um pouco de ritmo, sinalizando mais “flexibilidade” na estratégia.
“Não creio que alguém tenha pensado que a transformação da indústria automóvel, que ocorre uma vez em cada século, fosse uma linha reta. Haverá sempre altos e baixos”.
Ola Källenius, CEO da Mercedes-Benz
Um dos principais motivos citados por Källenius é a diferença de preços que ainda separa os modelos com motor a combustão dos 100% elétricos.
Além disso, o CEO da Mercedes afirma que a demanda por carros 100% elétricos tende a ficar mais evidente nos modelos de porte compacto e médio.
As projeções mais recentes da marca indicam que a meta de chegar a 50% das vendas em elétricos e 50% em híbridos plug-in só deve ser alcançada em 2030. Antes, essa virada estava prevista para 2025.
Fonte: Autocar
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