A exigência mais recente do governo dos Estados Unidos, que determina a instalação de uma segunda porta como barreira entre a cabine de passageiros e a cabine de comando, pode não ser cumprida dentro do prazo nos jatos Airbus A220.
O alerta foi formalizado pela JetBlue Airways - uma das principais operadoras do modelo - em comunicação enviada à FAA, a Administração Federal de Aviação dos EUA, responsável por regular a aviação comercial no país.
Regra da FAA e prazo
No ano passado, a FAA estabeleceu que todas as aeronaves empregadas em voos comerciais regulares domésticos devem receber uma “segunda barreira física”, posicionada entre a porta da cabine de comando e o corredor de acesso usado pelos passageiros. O limite para concluir a instalação é 31 de julho deste ano, segundo o portal FlightGlobal.
A decisão busca aumentar a proteção contra tentativas de entrada não autorizada na cabine de comando, como já ocorreu em um episódio em que um jato americano se preparava para decolar de São Paulo e uma passageira tentou invadir o local.
Por que a segunda barreira física exige certificação
A implementação não se resume a colocar uma porta adicional. O componente precisa ser projetado para atender requisitos de resistência, inclusive considerando cenários de acidentes. Também é necessário calcular o peso do sistema e incorporá-lo ao peso total da aeronave, o que leva à atualização de documentação técnica e de tabelas de performance. Além disso, a solução precisa passar por certificação - um conjunto de etapas que pode se estender por bastante tempo.
Pedido de isenção para os Airbus A220
De acordo com a JetBlue, a Airbus informou que não conseguirá concluir todas essas fases dentro do prazo para os A220 operados nos EUA. O modelo é utilizado tanto pela JetBlue quanto pela concorrente Delta, somando 146 jatos registrados no país.
Nos demais aviões da Airbus, como os das famílias A320, A330 e A350XWB, as barreiras físicas estão em processo de instalação e a frota americana deve ficar em conformidade a tempo.
Por isso, a solicitação é de uma isenção por mais 12 meses, permitindo que, até julho de 2027, o projeto seja certificado e instalado em todas as aeronaves afetadas. Recentemente, a mesma isenção foi concedida a alguns jatos Embraer E175-E1, muito presentes no mercado regional. O pedido ainda será avaliado pela FAA.
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