O maior festival de música eletrónica da América do Norte está a operar uma espécie de ponte aérea: mais de 20 helicópteros entram em ação para levar tanto o público quanto os artistas do centro de Las Vegas diretamente para a pista de dança.
EDC Las Vegas e o desafio de chegar ao Las Vegas Motor Speedway
O EDC Las Vegas, a principal edição do Electric Daisy Carnival - considerado um dos três grandes festivais globais de música eletrónica ao lado do belga Tomorrowland e do Ultra Music Festival - acontece neste fim de semana no Las Vegas Motor Speedway, o autódromo oval da NASCAR na cidade mais festeira do mundo.
Com 175 mil pessoas por dia, o EDC recebe gente de vários países. Só que, como ocorre em muitas cidades americanas, o transporte público deixa a desejar, e o local do Speedway complica ainda mais: ele fica no norte da cidade, ao lado da Base Aérea de Nellis, que é o coração da aviação de caça da Força Aérea Americana (USAF) e até costuma acordar quem está a acampar no EDC.
Ingressos, hospedagem e o trânsito a partir da Strip
Para quem vai ao festival, há duas modalidades de ingresso: com camping (em barraca ou com acesso para motorhome/RV) ou sem camping, o que obriga a ficar em hotel ou na casa de amigos em Las Vegas. É justamente aqui que o transfer de helicóptero ganha destaque.
Nos dias de EDC, não é raro enfrentar até duas horas de engarrafamento entre a Strip, a principal avenida da cidade, e o Speedway. Em dias normais, o mesmo percurso leva cerca de 40 minutos.
Ponte aérea com 20 Airbus H130 da Maverick Helicopters
Para quem prefere o conforto do hotel sem encarar o perrengue do trânsito, a alternativa passa a ser ir de helicóptero. Na primeira noite do festival, nesta sexta-feira, 15 de maio, a Maverick Helicopters, parceira oficial do EDC, colocou em operação 20 aeronaves Airbus H130 para fazer a ligação entre a Strip, nas proximidades do Aeroporto Internacional de Las Vegas, e o EDC.
O pacote inclui espera em sala VIP e também helicópteros personalizados, além de desembarque praticamente na entrada do evento - o que ajuda a cortar parte da caminhada, que já é considerável, já que são nove palcos espalhados pelo autódromo.
Mesmo custando US$ 675 (R$ 3.400) por pessoa por trecho, os horários esgotam rapidamente, sobretudo na volta. Para além dos ravers, a Maverick também assume o transporte oficial de todos os DJs do evento, que neste ano incluem Armin van Buuren, Above & Beyond, Argy, Charlotte de Witte, Martin Garrix, Tiësto e Kevin de Vries, além dos brasileiros ANNA e Vintage Culture.
Vale lembrar que o EDC não é estranho ao Brasil: houve uma edição em 2015 no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, mas a experiência foi prejudicada pela chuva. Ainda assim, nesta semana foi confirmado o regresso do festival ao país, em dezembro de 2027, na cidade do Rio de Janeiro, num espaço que ainda será divulgado.
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