O modelo já tinha aparecido em um vazamento de imagens no site do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT), mas agora finalmente foi oficializado: este é o novo Volvo EM90.
Ele marca a estreia da marca sueca no universo dos monovolumes, com a ambição de «atacar» um segmento que vem ganhando novo fôlego na China - principalmente entre opções de luxo. Para dimensionar esse movimento, no primeiro semestre de 2023 foram vendidos no país quase 500 000 monovolumes.
É justamente essa tendência que a Volvo pretende «surfar» com o EM90: um modelo 100% elétrico desenvolvido com foco específico no mercado asiático.
Ainda assim, a possibilidade de o EM90 ser comercializado em outras regiões não está totalmente descartada, seguindo a linha do que acontecerá com o Lexus LM, que inclusive chegará ao mercado português.
Não há Volvo mais comprido
Além de ser o primeiro monovolume da Volvo, o EM90 também passa a ocupar o posto de modelo mais longo do fabricante, superando a marca de 5 metros: são 5,21 m, mais exatamente.
As proporções reforçam essa presença: 2,02 m de largura e 1,87 m de altura, com 3,21 m de entre-eixos - um número que ajuda a entender o espaço interno, tema que detalhamos mais adiante.
Em termos de arquitetura, ele utiliza a mesma plataforma do Zeekr 009, que pode ser considerado um “parente” chinês do Volvo EM90. Essa ligação faz sentido porque Volvo e Zeekr pertencem ao mesmo grupo, a Geely, comandada por Li Shufu.
Mesmo com essa base compartilhada, o EM90 adota um visual mais sóbrio do que o do primo chinês, trazendo a assinatura luminosa característica da marca nórdica, chamada de «Martelo de Thor».
No estilo, além do desenho mais quadrado - que a Volvo faz questão de associar à própria história, em especial ao Volvo Duett (produzido entre 1953 e 1969) - chama atenção a grade dianteira fechada e iluminada.
Visto de lado, destacam-se as rodas de 19” ou 20” e as grandes portas traseiras deslizantes, pensadas para facilitar a entrada e a saída da cabine.
Sala de estar de luxo
Se por fora ele impressiona, sobretudo pelo porte, é por dentro que o EM90 realmente chama atenção. O modelo acomoda seis pessoas em três fileiras (2+2+2), com uma proposta clara de conforto em todas as posições.
Ainda assim, é na segunda fileira que está o grande destaque: ali ficam duas poltronas de verdade, quase no nível de uma primeira classe de avião. Elas têm ventilação, aquecimento e ajustes elétricos com reclinação, além de uma pequena mesa embutida.
Para completar a experiência, há uma tela de 15,6” que desce do teto e pode funcionar tanto como central de entretenimento quanto como portal para videochamadas profissionais. Ela suporta vários aplicativos móveis e permite espelhamento de conteúdo a partir do smartphone.
Na parte dianteira, o EM90 traz outra tela, de 15,4”, dedicada ao sistema multimídia, acompanhada por um painel de instrumentos 100% digital instalado atrás do volante.
O pacote de cabine se fecha com o sistema de som de alta resolução Bowers & Wilkins, com 21 alto-falantes, que - segundo a Volvo - consegue transformar este monovolume “numa sala de concertos privada em movimento”.
Uma bateria descomunal
O novo Volvo EM90 é oferecido com apenas uma configuração de trem de força: um motor elétrico traseiro de 200 kW (272 cv) combinado a uma bateria de 116 kWh fornecida pela CATL.
Com esse conjunto, e mesmo pesando cerca de 2763 kg, o EM90 acelera de 0 a 100 km/h em 8,3s. A marca também afirma que ele pode rodar 738 quilómetros com uma única carga.
Vale lembrar, porém, que esse valor vem do ciclo chinês CLTC, conhecido por ser mais otimista do que o padrão europeu WLTP. Em geral, o CLTC costuma ficar entre 10% e 20% acima do WLTP; por isso, é razoável projetar uma autonomia (WLTP) por volta de 600 quilómetros.
Versão com mais de 500 cv a caminho?
É importante lembrar que o Zeekr 009 também existe em uma versão com 535 cv, capaz de ir de 0 a 100 km/h em 4,5s.
Por isso, dificilmente será uma surpresa se, dentro de alguns meses, a Volvo também apresentar o EM90 com uma opção de mais de 500 cv e tração integral.
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