O BYD Dolphin junta vários argumentos que vão bem além do preço.
A proposta é difícil de ignorar: levar para casa um compacto elétrico de perfil familiar por menos de 30 mil euros. Foi com essa promessa que a BYD conseguiu capturar a atenção de muita gente em Portugal. Infelizmente, não tive a oportunidade de testar a versão de “entrada” do Dolphin, mas avaliei a configuração mais completa para entender, na prática, o que esse familiar chinês entrega.
De todo modo, dá para adiantar que os trunfos do BYD Dolphin não se resumem ao valor pedido - mais adiante, fica até a sensação de que o preço talvez nem seja o seu principal chamariz. Por trás do nome simpático, este Dolphin quer mesmo é encarar de frente o “tanque dos tubarões” dos elétricos 100% a bateria.
Neste vídeo, explico ponto a ponto por quê:
Qualidade em bom plano
O preconceito com carros chineses ainda existe, e há um caminho direto para enfraquecer essa percepção: entregar qualidade de verdade. É justamente isso que aparece ao entrar no BYD Dolphin, com materiais bem escolhidos e montagem cuidadosa. Não chega a ser algo surpreendente, mas fica claramente acima do que muitos esperariam.
O visual pode dividir opiniões, tanto por dentro quanto por fora. Ainda assim, o padrão de qualidade está alinhado com o que normalmente esperamos (e cobramos) das principais marcas generalistas europeias.
Para dar um exemplo concreto, sigo preferindo o interior do Renault Mégane E-Tech em praticamente tudo - e o preço também está em outro patamar… -, mas o BYD Dolphin não faz feio.
Como mostro no vídeo, há soluções curiosas, como a central multimídia com tela giratória - um recurso mais “diferente” do que realmente útil - e a oferta de várias portas USB-C. Em contrapartida, alguns pontos poderiam ser mais bem resolvidos: o sistema tem opções demais, pode confundir no uso e não traz Apple CarPlay sem fio.
São detalhes que perdem peso quando a gente olha para a lista de equipamentos de série. Ela é bem completa e não parece faltar nada. Principalmente nesta versão que testei, a mais cara, que custa 37.690 euros.
Nesse preço, o Dolphin já vem com o maior pacote de bateria disponível, de 60,4 kWh, além de 150 kW (204 cv) de potência máxima, bancos aquecidos, teto panorâmico e câmeras 360º, entre muitos outros itens. E mesmo na configuração básica, o modelo já oferece de série bancos com ajustes elétricos, além de outros recursos pouco comuns nesta faixa de preço.
Tudo bom exceto uma coisa
Como comento no vídeo, o novo BYD Dolphin é construído sobre a plataforma 3.0 da marca. É a mesma base que dá origem a outros modelos, como o SUV Atto 3.
Trata-se de uma arquitetura recente e com muitas qualidades, incluindo boa precisão dinâmica e, mais ainda, um rodar confortável. Só que, como diz o ditado, no melhor pano sempre pode cair uma mancha. Aqui, essa “mancha” é o funcionamento do leitor de placas de trânsito, que o tempo todo acaba nos induzindo ao erro. Explico tudo neste vídeo em destaque:
No restante, as impressões sobre o Dolphin são majoritariamente positivas, com ênfase especial para o conforto. A resposta do motor também agrada.
Preço competitivo
Quem quiser o BYD Dolphin mais barato vai precisar esperar até janeiro. Só então a versão de entrada chega ao nosso país pelos prometidos 29.900 euros. Já a unidade que testei custava mais: 37.690 euros.
É um valor interessante, mas que coloca o Dolphin em disputa direta com modelos como o Peugeot e-2008 em versões intermediárias ou com o Renault Mégane E-tech na versão de acesso. Como mencionei acima, o Dolphin enfrenta esses rivais com uma dotação de equipamentos muito generosa.
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