Na rodada de testes mais recente do ano do Euro NCAP, 11 modelos inéditos passaram pela bateria de avaliações - mas nem todos chegaram às cinco estrelas: só oito conquistaram a nota máxima.
Como retrato do momento atual, quase todos os carros avaliados são 100% elétricos, embora o novo BMW Série 5 e o Hyundai Kauai ainda ofereçam versões com motor a combustão. Já o Honda ZR-V aparece como a única opção equipada com sistema híbrido.
Peso, categoria e eletrificação nos 11 modelos
Esta edição também trouxe alguns pontos curiosos. Entre os 11 veículos testados, apenas três têm peso abaixo de 2 toneladas, e somente o Smart #3 entra na classificação de carro familiar pequeno.
O restante, em grande parte, é formado por SUVs com baterias pesadas - e há, inclusive, quatro modelos que ultrapassam 2,5 toneladas.
O Euro NCAP reconhece essa “tendência preocupante, por parte dos consumidores, de (preferirem) automóveis mais pesados, mais potentes e mais altos, que não só colocam em risco os outros condutores, como também têm um efeito adverso no ambiente”. Ainda assim, ressalta de forma positiva o fato de a maioria ser composta por veículos 100% elétricos.
Cinco estrelas para a maioria no Euro NCAP
Nos resultados, oito modelos alcançaram cinco estrelas: Volkswagen ID.7, BMW Série 5, Mercedes-Benz EQE SUV, BYD Tang e BYD Seal-U, Kia EV9, Xpeng G9 e Smart #3.
Destaques entre os cinco estrelas
O Euro NCAP chama atenção para o desempenho do Volkswagen ID.7, que registrou uma das melhores pontuações gerais do ano, com destaque especial para a proteção de ocupantes adultos, chegando a 95%.
Logo atrás vieram os alemães BMW Série 5 e Mercedes-Benz EQE SUV - este último se sobressaiu especialmente no desempenho das tecnologias de assistência à segurança.
Indo para a China, a BYD fez “placar cheio”: com os ótimos resultados do Tang e do recém-chegado Seal-U, toda a linha europeia da marca chinesa atingiu cinco estrelas nos testes do Euro NCAP. Para quem ainda questionava a integridade dos carros vindos da China, os números deixam a resposta.
E não foi só a BYD. O Xpeng G9 (SUV) também garantiu cinco estrelas, embora com margem para evolução: observou-se que a pelve do manequim feminino pode deslizar para baixo da parte subabdominal do cinto, o que pode gerar lesões; além disso, a proteção da cabeça de pedestres ficou abaixo da maioria dos modelos avaliados.
Apesar de ter raízes europeias, hoje a Smart é metade chinesa. O Smart #3, assim como o #1, foi desenvolvido e é produzido pela Geely. Mesmo com cinco estrelas, o Euro NCAP apontou pontos a melhorar: a ausência de um sistema de detecção de crianças no interior do carro e a possibilidade de contato direto entre os ocupantes dianteiros em uma colisão lateral.
Para fechar o grupo, há o sul-coreano Kia EV9 - o primeiro SUV 100% elétrico de sete lugares da marca - que se impõe por dimensões e também pelo peso: 2,55 toneladas. Isso não impediu as cinco estrelas, com destaque para a proteção de crianças e para o desempenho de alguns assistentes, como a frenagem autônoma de emergência.
Quatro estrelas
Dos 11 veículos avaliados pelo Euro NCAP, somente três ficaram com quatro estrelas: Honda ZR-V, Hyundai Kauai e VinFast VF8.
Por que ficaram em quatro estrelas
O Honda ZR-V foi o único híbrido do grupo e também o mais leve desta rodada, com 1635 kg. Ainda assim, mesmo com boas notas nas diferentes áreas de avaliação, os resultados não foram altos o suficiente para chegar às cinco estrelas.
Já o Hyundai Kauai foi descrito pelo Euro NCAP como a “verdadeira desilusão desta edição”, ficando, inclusive, bem perto de um resultado final de três estrelas. O motivo foi o desempenho fraco nos testes dos sistemas de assistência ao motorista e de prevenção de colisões.
Por fim, aparece o Vinfast VF8. Para quem ainda não conhece, é uma marca vietnamita jovem, que começou recentemente a se expandir globalmente.
O SUV VF8 é o primeiro modelo da fabricante a passar pelo Euro NCAP, e as quatro estrelas refletem os resultados muito positivos na proteção de crianças e de usuários vulneráveis (pedestres). Por outro lado, a falta de robustez dos sistemas de retenção impediu que o VF8 fosse além.
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