Antes de os SUVs urbanos dominarem as ruas, a Peugeot tinha o costume de oferecer versões perua nos seus modelos menores. Essa tradição começou com a 204 Break, em 1966, e seguiu viva até 2012 com a 207 SW - a partir daí, quem passou a cumprir essa função foi o SUV 2008.
O “buraco” na linhagem: por que não houve perua do Peugeot 205
No meio desse histórico, porém, há uma ausência difícil de passar batida: nunca existiu uma perua do Peugeot 205 (embora tenha aparecido uma pequena versão furgão, a 205 F). E não foi por falta de ideias colocadas na mesa.
205 Verve: o conceito da Pininfarina no Salão de Turim (1984)
A proposta mais sólida surgiu em 1984, no Salão de Turim, assinada pela Pininfarina - a mesma responsável pelo 205 conversível -, poucos meses depois do lançamento do Peugeot 205.
Batizada de 205 Verve, ela chamava atenção pelo teto “flutuante” e por uma traseira com desenho próprio. Pensando desde cedo em viabilidade e controle de custos, a Pininfarina manteve as portas do 205 de cinco portas. O resultado era uma solução italiana coerente, elegante e que faria sentido como sucessora natural da 204 Break.
O motivo interno: o Peugeot 309 e a concorrência dentro da própria marca
Então por que a ideia não seguiu adiante? A explicação estava dentro da própria empresa. A Peugeot se preparava para lançar o 309 - que, originalmente, seria o Talbot Arizona -, um modelo maior e mais voltado às famílias, apesar de derivar da base do 205.
Se existisse uma perua do 205, ela acabaria criando concorrência interna ao 309. Por isso, o projeto ficou pelo caminho. A marca só voltaria a investir nessa linha de peruas compactas em 2002, com a 206 SW.
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