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Portugal no primeiro semestre de 2024: quais motorizações os portugueses mais compraram

Carro elétrico branco exposto em showroom moderno, com design futurista e rodas pretas com detalhes cromados.

As contas do mercado nacional já estão fechadas para o primeiro semestre de 2024 e, depois de observarmos a evolução (positiva) do mercado e das marcas, vale olhar para quais motorizações os portugueses estão preferindo na hora de comprar.

De cara, os números de Portugal vão na contramão de algumas tendências vistas em outros mercados europeus, principalmente no que diz respeito aos elétricos.

“Energias Alternativas” já representam mais da metade

De acordo com os dados reunidos pela ACAP, nos primeiros seis meses de 2024 mais de metade das vendas - 51,7%, o que corresponde a 57 130 unidades vendidas - pertence ao grupo de motorizações chamado de “Energias Alternativas”. Nesse conjunto entram híbridos, elétricos e bi-fuel (GPL, GNC, etc.). É um avanço relevante frente ao primeiro semestre de 2023, quando esse bloco somava 46,4%.

Ao dividir as “energias alternativas” por tipo, os 100% elétricos a bateria ficam com a maior fatia: 16,5% de participação, totalizando 19 214 unidades. Isso representa um ganho de um ponto percentual em relação ao ano anterior (15,5%).

Elétricos: Portugal segue o sentido oposto ao restante da Europa

Considerando o ritmo de desaceleração na venda de elétricos no continente europeu (até maio, as vendas subiram 2,1%, menos da metade do crescimento total do mercado. Fonte: ACEA), o desempenho de Portugal aponta para o lado inverso - algo que também acontece em outros mercados, como França, Países Baixos e Bélgica, entre outros.

Na sequência dos elétricos, aparecem os híbridos que não precisam ser conectados à tomada (incluindo também mild-hybrids) com 15,7% (15,2% em 2023), somando 18 331 unidades. Depois vêm os híbridos plug-in (PHEV), com 12,2% (11,1% em 2023), no total de 14 218 unidades.

Bi-fuel em alta e o impulso da Dacia

Ainda assim, a maior alta relativa de participação de mercado foi registrada entre os bi-fuel (gasolina/GPL): saíram de 4,7% em 2023 para 7,2% (8414 unidades) nos primeiros seis meses de 2024. Um resultado que pode ser creditado, sobretudo, ao desempenho da Dacia.

Gasolina ainda domina

Quando as vendas são separadas por tipo de motorização individualmente, fica claro que os veículos leves a gasolina continuam sendo os mais vendidos em Portugal. No primeiro semestre de 2024, chegaram a 39,5% (45 962 unidades). Ainda assim, é um valor abaixo do registrado no primeiro semestre de 2023, que foi de 40,6%.

Os Diesel, que por muitos anos dominaram o mercado nacional, hoje representam apenas 8,8% (10 278 unidades) do total vendido. O quadro fica ainda mais «negro» quando comparado ao primeiro semestre de 2023, quando esse tipo de motorização estava em 13%. É a categoria com a queda mais acentuada.

Fonte: ACAP


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