Em 2003, quando chegou ao mercado, a primeira geração do Volkswagen Touran já nascia mirando a liderança de um segmento que estava em plena efervescência. Naquele momento, os monovolumes eram apontados como “o futuro”, e as alternativas disponíveis só aumentavam.
Do auge ao declínio do Volkswagen Touran
Passados 23 anos, com duas gerações e algumas reestilizações no currículo, o Touran se despede e chega ao fim de linha. Ao todo, foram produzidas 2,3 milhões de unidades do modelo. Esse desfecho para um rival de propostas como Opel Zafira e Renault Scénic vinha sendo prenunciado por volumes de venda cada vez menores.
No período de maior sucesso, o Touran chegou a emplacar mais de 52 mil unidades por ano em seu mercado doméstico (Alemanha), que também é o maior mercado da Europa. Já nos últimos anos, a meta passou a ser alcançar 20 mil unidades anuais.
As razões do fim
Desde 2024, a linha do modelo ficou restrita a apenas duas motorizações - o 1.5 TSI com 150 cv e o 2.0 TDI nas versões de 122 cv e 150 cv. Para a Volkswagen, além do desempenho comercial em queda, o encerramento da trajetória do Touran também tem relação com as regras europeias.
Dessa vez, porém, não são normas de emissões nem exigências ligadas à segurança e à cibersegurança que explicam a saída de cena. O fator determinante é o aumento do rigor nas normas europeias de segurança ativa reunidas no General Safety Regulation II (GSR II).
A implementação do GSR II está ocorrendo por etapas na União Europeia e, a partir de 6 de julho de 2026, o Touran deixaria de atender a alguns requisitos técnicos obrigatórios. Entre eles, a adoção de sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS), como frenagem automática de emergência, assistente ativo de permanência em faixa, reconhecimento e adaptação inteligente aos limites de velocidade, detecção de fadiga e distração do condutor, além de sistemas de registro de dados em caso de acidente.
SUVs e alternativas na Volkswagen para famílias
Outro elemento que pode ajudar a explicar o fim do Volkswagen Touran - ainda que não seja algo assumido oficialmente - é a força dos SUVs. Afinal, o monovolume alemão já era quase o “último dos moicanos” em um segmento cada vez mais residual.
Mesmo sem um sucessor direto, a Volkswagen ainda dispõe de opções capazes de atender famílias que buscariam um Touran. Embora sejam maiores e mais caros, a marca mantém monovolumes na gama, como Multivan e ID. Buzz.
Para quem precisa de sete lugares, além desses dois modelos, a fabricante alemã também oferece o SUV Tayron e até a versão de passageiros do Caddy traz essa configuração.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário