SEAT e a ausência de modelos 100% elétricos na linha
Entre as marcas generalistas, a SEAT está entre as poucas que ainda não oferecem nenhum modelo 100% elétrico no portfólio - algo que acabou alimentando várias teorias sobre o futuro da fabricante.
Vale lembrar que o Born, primeiro CUPRA totalmente elétrico, chegou a ser apresentado como SEAT el-Born, mas essa alternativa nunca chegou a ser colocada à venda.
O próprio Wayne Griffiths, diretor executivo da SEAT S.A., também ajudou a manter as especulações em alta ao afirmar que a “CUPRA é o futuro da SEAT” e ao admitir que o caminho da marca poderia passar por soluções de mobilidade e pelo carsharing.
Elétrico SEAT de 20 000 euros: o que Wayne Griffiths confirmou
Agora, porém, é o próprio Wayne Griffiths quem encerra os rumores e confirma que a SEAT tem planos para lançar um novo modelo 100% elétrico e barato, posicionado abaixo da linha CUPRA.
“A resposta à pergunta dos 20 000 euros requer a presença da SEAT na mesa, uma vez que faz parte da resposta”, afirmou Griffiths, em declarações à revista britânica Autocar.
Lucro, preços e demanda: as condições para o elétrico acessível
Mesmo assim, o executivo reforça que isso só deve acontecer quando for possível fabricar carros elétricos acessíveis de maneira lucrativa.
Griffiths foi direto ao explicar que, embora no curto prazo o grupo SEAT esteja concentrado na CUPRA por ser mais rentável, o foco voltará a recair sobre a SEAT quando a eletrificação chegar a faixas de preço mais baixas e houver demanda suficiente por esse tipo de produto.
Por isso, o futuro elétrico acessível da SEAT, com preço de 20 000 euros, não é uma prioridade imediata: “a minha prioridade é o lucro”, reiterou Griffiths, citado pela Autocar. E, hoje, a CUPRA oferece maior rentabilidade.
Espaço para ambas
Antes dessa confirmação de Griffiths, o sinal mais recente de continuidade da SEAT tinha vindo com a atualização de dois dos modelos mais relevantes da marca espanhola: o Ibiza e o Arona.
Griffiths destaca o quanto essas renovações foram profundas e aponta que isso, por si só, evidencia o comprometimento existente com os modelos atuais da SEAT. Segundo ele, eles vão conviver com as propostas da CUPRA “durante, pelo menos, os próximos cinco anos”.
“Existe espaço para ambas (as marcas) e uma não exclui a outra. Mas às vezes é necessário estabelecer prioridades, salvando a empresa, os seus trabalhadores e o futuro”, afirmou Wayne Griffiths.
CUPRA acima da SEAT
Griffiths não aceita classificar a CUPRA como uma marca premium, mas a posiciona acima das chamadas marcas generalistas. Justamente por isso, na visão dele, a CUPRA não pode lançar um elétrico de 20 000 euros - e essa tarefa ficaria para a SEAT.
Na CUPRA, o ponto de partida para os próximos elétricos será o Raval, futuro modelo elétrico da marca espanhola com relação muito próxima ao Volkswagen ID.2. O preço deve ficar entre os 25 000 e os 30 000 euros.
Fonte: Autocar
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