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Novo Volkswagen Passat Variant: maior, mais tecnológico e com motores eHybrid de 204 cv e 272 cv

Carro branco Volkswagen Passat eHybrid estacionado em ambiente interno iluminado, próximo a ponto de recarga.

A maior Volkswagen Passat de todas

O Passat sempre foi mais cabeça do que coração - um carro que conquista pela lógica (espaço, qualidade de construção, bom equilíbrio entre preço e o que entrega), e é assim que tem mantido o seu público ao longo de décadas.

Na nona geração, ele assume de vez esse perfil: passa a existir apenas como Passat Variant (a perua), repetindo a decisão já tomada na geração atual desde 2022, quando a versão sedã saiu de cena.

Em modelos de proposta conservadora, como o Passat Variant, ninguém espera uma virada radical de uma geração para a outra - e aqui também não há. É o clássico caso de “evolução sem romper com o que já funciona”.

Apesar da revelação estar acontecendo agora, já tivemos a oportunidade de dirigir o novo Passat Variant em julho, ainda em uma unidade de pré-produção:

Agora podemos finalmente ver o novo Passat Variant sem camuflagem: é o maior de todos os tempos, crescendo em (praticamente) todas as direções. Não chega a surpreender, já que o desenvolvimento foi “casado” com o da nova geração do Skoda Superb.

E não foi só no tamanho que ele evoluiu. Um dos avanços mais relevantes na carroceria do novo modelo está na aerodinâmica muito mais refinada - o Cx caiu de 0,31 para 0,25.

Dá para dizer que engenheiros e designers alemães tiraram lições do ID.7, tanto pela melhoria aerodinâmica bem significativa quanto por alguma proximidade no visual.

Várias soluções técnicas reforçam essa ligação com o elétrico ID.7: a persiana do radiador, que só abre quando o arrefecimento é necessário, e as cortinas de ar que otimizam os fluxos junto às rodas e ajudam no resfriamento dos freios.

Somam-se ainda os retrovisores externos desenhados para reduzir a área de contato com o ar, a parte inferior traseira até o difusor e a condução dos fluxos perto dos pilares traseiros que, em conjunto com o spoiler, diminuem a turbulência nessa região.

Mais espaço…

Esta é a primeira aplicação da plataforma MQB evo - praticamente ao mesmo tempo em que chega o novo Tiguan, que compartilha o “esqueleto” e também o painel e as motorizações -, trazendo várias novidades tanto em hardware quanto em software.

Os visitantes do Salão de Munique (abre em 5 de setembro), onde o novo Volkswagen Passat Variant será um dos destaques, poderão confirmar que o aumento externo se traduz em mais espaço a bordo.

Principalmente no banco traseiro, onde o efeito de anfiteatro (segunda fileira mais alta que a primeira) agrada.

… e mais tecnologia

A busca por coerência entre os Volkswagen a combustão e os elétricos da família ID também aparece claramente no painel.

Essa “aproximação” fica ainda mais evidente no interior, onde a tela do sistema multimídia pode ser de 12,9” (de série) ou, opcionalmente, de 15″. Os sliders (comandos táteis deslizantes) foram revistos e agora têm retroiluminação - um ponto muito criticado nos primeiros ID da marca.

O software do infoentretenimento (geração MIB4) é, em tudo, semelhante ao que estreou no ID.7. A lógica de controle, as possibilidades de personalização, os gráficos, as vistas da instrumentação etc. são as mesmas.

Também aqui o seletor de câmbio sai do console central e vai para a coluna de direção (uma haste com a mesma lógica de movimento usada nos ID), liberando a área entre os bancos dianteiros.

Outra evolução que deve agradar quem for dirigir o futuro Passat é a troca do sistema de lâmina do antigo head-up display por um de projeção direta no para-brisa, algo comum em carros de segmentos superiores ou em marcas premium.

E, já que falamos do para-brisa, a preocupação em deixar o interior mais silencioso levou à adoção de vidro duplo tanto no para-brisa quanto nas janelas laterais, dianteiras e traseiras.

Fica claro, portanto, que há alguns “tiques” premium neste novo Passat. Dos faróis HD Matrix ao isolamento acústico reforçado, passando pelos bancos com vários programas de massagem e até pelo upgrade no chassi.

Chassis evolui

O novo Volkswagen Passat Variant mantém o mesmo esquema de suspensão do antecessor: MacPherson na dianteira e independente multibraços (quatro braços) na traseira.

A grande novidade é o DCC Pro opcional - amortecimento eletrônico variável -, que agora usa duas válvulas. Uma cuida da compressão e outra da extensão, permitindo controlar melhor os movimentos da carroceria.

É a primeira marca generalista a oferecer essa tecnologia, pensada para isolar melhor a carroceria das irregularidades do piso, e já pudemos comprovar sua eficácia - vejam as nossas primeiras impressões ao volante.

Empurrão elétrico

Ao analisar a gama de motorizações, dá para perceber o maior peso da eletrificação. Ainda assim, não existe versão 100% elétrica. Para quem procura um “Passat” totalmente elétrico, a opção é o ID.7:

O destaque elétrico vem das novas versões híbridas plug-in, ou eHybrid, na linguagem da Volkswagen.

Agora elas combinam um motor elétrico com um novo motor a gasolina 1,5 l com turbo de geometria variável - no lugar do antigo 1,4 l -, com dois níveis de potência: 204 cv (150 kW) ou 272 cv (200 kW).

A diferença está em configurações distintas de software: a versão menos potente prioriza a autonomia em modo elétrico. Em ambos os casos, o torque máximo é de 400 Nm, limitado pela transmissão automática de dupla embreagem (DSG) de seis marchas, a única disponível aqui. Todas as demais motorizações usam a DSG de sete marchas.

A parte elétrica do novo Volkswagen Passat Variant eHybrid é alimentada por uma bateria de 19,7 kWh (utilizáveis), quase o dobro da anterior (10,6 kWh). Com isso, a autonomia elétrica praticamente dobra, para um valor a rondar os 100 km.

Assim como na geração anterior, a nova não permite combinar o conjunto híbrido plug-in com tração integral; isso só aparece nas versões a combustão. Em compensação, a capacidade de reboque do eHybrid sobe de 1,6 toneladas para 2,0 toneladas.

Nas demais motorizações, o destaque vai para o 1.5 eTSI de 130 cv ou 150 cv, que usa um pequeno motor elétrico e uma bateria de 48 V para ajudar o motor a gasolina a rodar mais e consumir menos. Esse quatro cilindros também consegue “desligar” dois cilindros quando há pouca ou nenhuma carga no acelerador, com esse objetivo.

No restante, o novo Passat seguirá com opções Diesel (2.0 TDI de 122 cv, 150 cv e 193 cv) e a gasolina (2.0 TSI de 190 cv ou 265 cv). As versões mais fortes de cada um só existem com tração às quatro rodas.

Quando chega?

O novo Volkswagen Passat Variant será revelado no Salão de Munique e as primeiras unidades devem estar nas ruas antes do fim do ano.

Em Portugal, no entanto, a comercialização só deve começar no primeiro trimestre de 2024, ainda sem informações sobre preços.

Já se sabe, contudo, quais motorizações farão parte da gama nacional do novo Volkswagen Passat Variant. Além das duas versões eHybrid (204 cv e 272 cv), estarão disponíveis o 1.5 eTSI de 150 cv e os 2.0 TDI nas versões de 122 cv e 150 cv.

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