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Porsche Carrera GT vira JC9 em homenagem da Miller Motorcars

Carro esportivo prata Porsche Carrera GT estacionado em showroom moderno com janelas amplas.

O Porsche Carrera GT é um dos superesportivos mais marcantes do século XXI - e quando alguém resolve colocar as mãos nele, muitos entusiastas ficam em alerta. Só que, no caso do JC9, a transformação foi tão radical que, à primeira vista, mal dá para perceber que o ponto de partida era um Carrera GT: o desenho é totalmente inédito.

JC9 e a celebração dos 50 anos da Miller Motorcars

Para evitar polêmica maior, vale destacar: o JC9 é um exemplar único, criado para celebrar os 50 anos de uma empresa. Fundada em 1976 e com sede em Connecticut, nos EUA, a Miller Motorcars é um dos nomes mais respeitados do mercado norte-americano de carros de luxo e alta performance, representando marcas como Ferrari, Maserati, Pagani e McLaren.

A marca comemorou meio século de atuação com esta peça especial. O JC9 se assume como uma homenagem aos protótipos de corrida que marcaram as décadas de 1960, 1970 e 1980. E, nas linhas, a referência mais clara vem de outro Porsche inesquecível: o 917, o primeiro modelo de Stuttgart a conquistar a vitória geral nas 24 Horas de Le Mans (1971).

Mecânica: o V10 atmosférico do Porsche Carrera GT

Na parte mecânica, o JC9 mantém o impressionante V10 atmosférico de 5,7 litros, que entregava 612 cv a estrondosos 8000 rpm. Não há informação sobre eventuais atualizações ou modificações no conjunto, mas no que diz respeito ao visual o JC9 se distancia completamente do Porsche Carrera GT.

Um visual revivalista

Assinado por Jason Castriota - designer ligado a projetos como o Ferrari P4/5 by Pininfarina, o Maserati GranTurismo (geração anterior), o Bertone Mantide e o SSC Tuatara - o carro recebeu uma carroceria inteiramente nova.

A pintura combina azul e laranja de forma bem sugestiva, remetendo à identidade da Gulf usada por diversos Porsche em provas de endurance. Na dianteira, o JC9 exibe uma frente muito baixa, com faróis grandes, para-lamas bem marcados e entradas de ar integradas.

Diferente do Carrera GT que serve de base, a criação da Miller Motorcars adota teto fixo e utiliza portas com abertura em asa de gaivota.

Na traseira, o protagonista é o V10 atmosférico: acompanhado por um sistema de escape específico, o motor aparece exposto - do mesmo jeito que acontecia nos carros de competição de antigamente.

Os painéis traseiros se estendem até uma asa integrada de dois planos, incorporada à própria carroceria. Apesar de alguns elementos estruturais do Carrera GT terem sido preservados, a linguagem de design é outra - e fica a pergunta: ficou melhor?

Interior e acabamento

Por dentro, as mudanças são mais sutis. A base Porsche foi mantida, mas recebeu novos revestimentos em Alcantara azul e detalhes pintados em azul-claro, acompanhando a identidade do exterior.

Não se sabe quanto foi investido para tirar este projeto do papel. O certo é que estamos diante de uma das reinterpretações modernas mais curiosas de um Porsche de competição - e, ao mesmo tempo, possivelmente uma das mais difíceis de engolir para parte dos fãs da marca, já que um Carrera GT foi o “sacrificado”.


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