Impacto da guerra no Irã nos custos do Abra Group
O Abra Group, controlador das companhias aéreas Avianca e GOL, já começou a transferir para o passageiro o aumento dos combustíveis e estima que as passagens aéreas possam ficar até 20% mais caras.
Ao divulgar os resultados do 1º trimestre de 2026, o CEO do Abra Group, Adrian Neuhauser, chamou atenção para os efeitos da guerra no Irã sobre a operação. Ele ressaltou que um dos principais itens de custo do grupo é o Querosene de Aviação (QAv), que acumulou alta de mais de 40% desde fevereiro.
Reajuste nas passagens da Avianca e GOL
De acordo com o executivo do grupo que controla a Avianca, GOL e Wamos Air, a recomposição desse custo adicional nas tarifas ainda está em curso e deve ser concluída até o final do ano. Nesse momento, segundo Neuhauser, o consumidor tende a perceber de forma mais intensa o impacto da valorização do petróleo.
Neuhauser indicou que o preço das passagens aéreas poderá ficar até 20% acima do registrado no ano passado, embora o resultado varie conforme diferentes fatores, como a rota e a disponibilidade de assentos.
Hedge de combustível e compras de QAv
Entre as iniciativas adotadas pela Abra está a expansão do hedge de combustível, mecanismo de compra antecipada a preço fixo. Antes da guerra, cerca de metade do combustível adquirido pelo grupo era contratado dessa forma, já que, embora traga maior segurança de preço para o futuro, pode gerar “perda de redução de custo” caso o insumo fique mais barato entre a compra e a entrega.
Agora, o hedge passará a cobrir 60% do volume de QAv comprado pela Abra junto às distribuidoras no continente, com o objetivo de aumentar a previsibilidade e reduzir a exposição do grupo à volatilidade do petróleo.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário