O Mazda CX-5 é, globalmente, o carro mais vendido da marca japonesa e agora estreia sua terceira geração. Ele já tem data prevista de chegada a Portugal e preço definido: parte de 39 998 euros.
Em vez de mexer na receita que deu certo, a Mazda preferiu não arriscar: manteve a silhueta conhecida e preservou a linguagem de design Kodo, embora ela tenha sido atualizada com um ar mais esportivo.
Mesmo com esse visual familiar, o novo CX-5 ficou bem maior do que o modelo atual. A distância entre-eixos cresceu 115 mm e passa a 2815 mm, e o comprimento também aumentou na mesma medida, chegando a 4690 mm. A largura e a altura igualmente subiram, para 1860 mm (mais 15 mm) e 1695 mm (mais 10 mm), respectivamente.
Com o ganho de medidas, a Mazda também ampliou o volume do porta-malas em 61 litros, totalizando 583 litros. Com os bancos rebatíveis em 40:20:40, a capacidade de carga sobe ainda mais, até um máximo de 2019 litros. Para facilitar o acesso, o SUV passa a contar com portas traseiras que abrem mais do que antes.
Adeus aos botões - exceto os do volante
Se por fora o Mazda CX-5 2026 parece uma evolução discreta do antecessor, por dentro a mudança é bem mais evidente. Sai de cena o controlador físico do sistema de infotainment, assim como os botões dedicados ao ar-condicionado.
No lugar, entra uma tela central sensível ao toque de 12,9″ ou 15,6″ (dependendo da versão), que agora reúne ainda mais funções. Nesse ponto, a Mazda vai na contramão de vários fabricantes, que já decidiram trazer de volta botões para algumas tarefas mais frequentes.
A resposta da marca é um sistema de infotainment com base Google - como já ocorre em modelos da Renault ou da Volvo -, com integração de diferentes serviços, como navegação. O painel de instrumentos também deixa de ser um mix entre analógico e digital: passa a ser totalmente digital e mede 10,25″.
Motor aumenta, mas entrega menos potência
Debaixo do capô, também há alterações. O antigo motor 2,0 a gasolina de 165 cv não foi mantido nesta nova geração. Em seu lugar entra um 2,5 litros maior (e-Skyactiv G, com sistema mild-hybrid de 24 V), mas com potência inferior. São 141 cv (e 238 Nm), ou seja, 24 cv a menos do que antes.
É o mesmo motor já usado em Mazda3 e CX-30 - e essa motorização não é vendida em Portugal - e, apesar do corte na potência, a Mazda afirma que, graças ao torque mais alto e à maior disponibilidade, a entrega fica mais vigorosa em baixas e médias rotações.
O SUV japonês faz de 0 a 100 km/h em 10,5 segundos e pode ser configurado com tração dianteira ou integral. A capacidade de reboque é de 2000 kg.
A principal novidade mecânica, porém, ainda vai demorar alguns anos para chegar. Trata-se de uma opção híbrida inédita (full-hybrid, sem necessidade de recarga na tomada), que também marca a estreia de um novo motor a gasolina prometido como muito eficiente: o Skyactiv Z.
Ainda assim, será preciso esperar até 2027 para conhecer o CX-5 híbrido.
Quando chega?
As primeiras entregas do Mazda CX-5 2026 na Europa começam em dezembro, embora o calendário exato varie conforme o mercado. Em Portugal, a pré-venda começa já no próximo mês.
O SUV japonês será oferecido em quatro níveis de equipamento: Prime-Line, Centre-Line, Exclusive-Line e Homura, com valores a partir de 39 998 euros.
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