A sétima geração do Ford Mustang já pode ser encomendada no mercado europeu, incluindo Portugal.
Nesta nova fase, o modelo aparece com um desenho mais agressivo, porém mais refinado, e com uma inspiração ainda mais evidente no carro original de 1964. A Ford descreve o conjunto como uma “silhueta elegante e postura muscular”.
Visual e cabine do Ford Mustang de sétima geração
Na traseira, as tradicionais lanternas com três barras verticais mantêm a assinatura, mas agora com um traço mais atual. Na dianteira, os faróis também passam a exibir três pontos de iluminação.
Por dentro, há uma mudança grande… para um Mustang. O pony car adota instrumentação totalmente digital em uma tela de 12,4”. Já no console central, quem chama atenção é a nova tela sensível ao toque do sistema de infoentretenimento, com 13,4”.
Tecnologia SYNC 4 e conectividade
Aqui, o grande salto vem com a adoção do software SYNC 4 mais recente, acompanhado de conectividade aprimorada. A conexão com dispositivos externos via Apple CarPlay ou Android Auto também deixa de depender de cabos e, como opcional, há ainda a possibilidade de incluir um sistema de som da B&O.
V8… até ao fim
Nada de quatro cilindros turbo. Na Europa, a sétima geração do Ford Mustang é oferecida exclusivamente com o 5.0 V8 Coyote. O motivo é direto: além de ser o motor “certo” para o pony car, ele também foi o mais vendido no “velho continente”, deixando o 2.3 EcoBoost com números residuais.
Ainda assim, a viagem pelo Atlântico parece ter mexido com a “saúde” do V8. O Ford Mustang GT anuncia 446 cv, enquanto o mais esportivo Mustang Dark Horse declara 453 cv - somente 7 cv a mais. Nos EUA, os valores são diferentes: 487 cv para o GT e 507 cv para o Dark Horse.
Chama atenção, sobretudo na Europa, ver a chegada de um V8 - e ainda por cima aspirado - que pode vir com câmbio manual de seis marchas (ou automático de 10 marchas) e sem qualquer tipo de assistência elétrica.
Só que a Ford já havia prometido isso no ano passado: “enquanto for possível oferecer um motor V8, é isso que faremos”. A frase é de Mark Rushbrook, responsável pela Ford Performance, que acrescentou que a marca “não identificou uma data final” para essa alternativa.
Para este novo Ford Mustang, chegou a ser estudada uma versão híbrida. Sobre o tema, porém, Rushbrook se limitou a dizer que isso não parecia viável para a marca.
“Pensamos que existe um mercado de pessoas que querem motores de combustão interna, com uma condução fantástica, som e desempenho”
Mark Rushbrook, diretor global da Ford Performance Motorsports
Mustang Dark Horse
No topo da linha do novo Ford Mustang, a versão Dark Horse assume o lugar do antigo Mach 1. O objetivo é encarar esportivos consagrados ao redor do mundo - seja nas pistas (ponto de partida para os Mustang de competição) ou fora delas.
Por isso, não falta presença: há uma asa traseira fixa, saias laterais e difusor de ar traseiro, além de para-choques específicos. E, caso isso ainda não baste para reconhecer este Ford Mustang Dark Horse, ele também traz uma decoração exclusiva no capô e na seção dianteira.
De série, o V8 vem acompanhado de um câmbio manual de seis marchas, mas, como opcional - por cerca de 3850 € - é possível escolher um automático de 10 velocidades. O preço inicial desta versão é de 123 175 €, e para ver todas as opções da gama, basta consultar a tabela a seguir:
Mesmo assim, a Ford foi além e desenvolveu um logotipo exclusivo, que aparece no centro da faixa horizontal traseira, entre as lanternas, e também na lateral, perto das rodas dianteiras.
O Dark Horse traz suspensão dedicada, sistema de freios Brembo com pinças grandes pintadas de azul e um jogo de pneus Pirelli montados em rodas de 19″.
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