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Hyundai Way: Hyundai reforça estratégia de híbridos e ajusta planos de elétricos

Carro elétrico Hyundai 2026 branco estacionado em salão com carregadores ao fundo.

Assim como várias outras montadoras, a Hyundai enxerga a tecnologia híbrida como uma das respostas mais eficazes ao “esfriamento” da demanda por carros 100% elétricos.

Nesse contexto, durante o CEO Investor Day 2024, a marca sul-coreana revelou uma nova estratégia chamada “Hyundai Way”, com atenção bem maior aos modelos equipados com sistema híbrido.

De acordo com o que foi dito por Jaehoon Chang, diretor-executivo, a fabricante sul-coreana pretende adiar o lançamento de alguns elétricos para melhorar competitividade e preço. Ao mesmo tempo, o avanço dos sistemas híbridos passa a ter prioridade.

“Atualmente, a transição para elétricos está a decrescer, e, com isto, a procura por híbridos tem estado a aumentar.”

Jaehoon Chang, CEO da Hyundai

A meta é fazer com que as vendas de modelos com esse tipo de solução tripliquem, chegando a 1,33 milhões unidades até 2028. O objetivo representa uma alta de cerca de 40% em relação ao que a Hyundai havia indicado no ano passado.

As projeções da Hyundai apontam que o crescimento deve ser mais forte na América do Norte: as vendas devem sair de 170 mil híbridos neste ano para 690 mil híbridos em 2028. Já na Europa, a expectativa é subir das 150 mil unidades previstas até o fim de 2024 para 220 mil em 2028.

Planos bem definidos

Para chegar a esses números, a Hyundai vai apostar no desenvolvimento da segunda geração da sua atual tecnologia híbrida (TMED-II) e, ao mesmo tempo, em veículos elétricos com extensor de autonomia (EREV) - a principal novidade do plano.

EREV: elétrico com extensor de autonomia

Como já ocorre em propostas de outras montadoras, para quem não conhece, trata-se de um sistema híbrido que traz um motor a combustão, porém somente para atuar como gerador de energia. Diferentemente do que acontece, por exemplo, com os híbridos plug-in, o deslocamento é sempre feito pelo motor elétrico, já que o motor de combustão nem sequer é conectado às rodas.

Com essa solução, a Hyundai promete autonomia máxima de 900 km com apenas uma recarga - embora não tenha informado qual ciclo foi usado para chegar a esse número. Ao mesmo tempo, afirma que esses modelos podem ter preço mais acessível, porque não exigem baterias tão grandes (e caras) quanto as dos 100% elétricos.

A estreia dessa tecnologia está prevista, no fim de 2026, na América do Norte, em crossovers do segmento D (executivos e familiares médios) da Hyundai e da Genesis. Depois, na China, ela deve funcionar como uma ponte para a eletrificação total, começando pelos modelos do segmento C (familiares compactos).

TMED-II e ampliação da linha de híbridos

Sobre a segunda geração da atual tecnologia híbrida da Hyundai, o que foi anunciado indica ganhos de desempenho e eficiência. Ainda assim, detalhes técnicos não foram divulgados.

A marca pretende colocar essa tecnologia em seus modelos já a partir de janeiro de 2025. E os planos incluem dobrar a oferta, saindo dos atuais sete modelos híbridos para 14 - contando também os modelos da Genesis.

Para viabilizar tudo isso, a Hyundai anunciou um investimento de KRW 120,5 bilhões (cerca de 81,6 bilhões de euros) para a próxima década. Isso significa KRW 11,1 bilhões a mais (cerca de 8 bilhões de euros) do que o divulgado no ano passado.

É o fim dos 100% elétricos?

Claro que não. Mesmo com o foco maior em sistemas híbridos, a Hyundai mantém o plano de lançar 21 modelos 100% elétricos até 2030, sendo seis deles pela marca Genesis.

Segundo Chang, o investimento nos híbridos “é uma oportunidade para comprar tempo e de nos prepararmos melhor para os elétricos”.

Metas globais e participação de eletrificados

A fabricante sul-coreana projeta que as vendas globais avancem cerca de 30%, chegando a 5,5 milhões de unidades comercializadas até 2030. No ano passado, o volume total de vendas foi de 4,21 milhões de automóveis.

Hoje, de acordo com José Muñoz, diretor de operações, 20% da linha da Hyundai é formada por veículos eletrificados e 80% por veículos a combustão. Em 2030, a montadora espera que essa proporção mude para 55% e 45%, respectivamente.

Nesse intervalo, a expectativa é que as vendas de veículos 100% elétricos subam para dois milhões de unidades, ante as 268 785 unidades vendidas globalmente em 2023. Somente na Europa, a Hyundai projeta que as vendas cheguem a 631 mil unidades no fim da década.

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