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Alfa Romeo Giulia e Stelvio: sucessores elétricos adiam e produção vai até 2027

Carro esportivo Alfa Romeo Giulia vermelho exibido em showroom moderno com outro veículo branco ao fundo.

Os Alfa Romeo Giulia e Stelvio já somam cerca de 10 anos de mercado e, até pouco tempo, tinham o fim de linha apontado para este ano. A ideia era simples: encerrar a produção dos modelos atuais e abrir espaço para dois sucessores 100% elétricos. Só que esse roteiro mudou.

A marca de Arese entra, assim, no grupo cada vez maior de fabricantes que reduziram o ritmo da eletrificação total. Com isso, a estreia das novas gerações do Giulia e do Stelvio foi empurrada para a frente e, na prática, a fabricação dos dois modelos atuais será estendida por mais dois anos, seguindo até 2027.

Estratégia da Stellantis para a Alfa Romeo até 2027

A Stellantis havia definido um objetivo direto: transformar a Alfa Romeo em uma marca 100% elétrica até 2027. Porém, com a evolução mais lenta da transição energética no mercado europeu, a empresa optou por recalibrar o plano e adotar uma estratégia mais alinhada a um cenário de mudança gradual.

Esse adiamento dos sucessores do Giulia e do Stelvio tem um motivo principal: a necessidade de desenvolver versões com motor a combustão que não estavam no projeto original. Enquanto essa etapa não é concluída, os modelos atuais permanecem na linha de produção, ainda sem qualquer tipo de eletrificação.

Trevo de quatro folhas também regressa

Enquanto a nova geração não chega, a Alfa Romeo também confirmou oficialmente o retorno dos Giulia Quadrifoglio e Stelvio Quadrifoglio em 2026. A produção dos dois havia sido interrompida no mês passado, mas será retomada a partir de abril de 2026.

Não devem acontecer mudanças relevantes. Ambos seguem com o 2.9 V6 biturbo da Ferrari, embora ainda não esteja claro quais ajustes serão necessários para atender à futura norma Euro 7 (que entra em vigor em 29 de novembro de 2026).

A próxima geração

A base dos sucessores dos dois maiores Alfa Romeo será a plataforma STLA Large, uma arquitetura multi-energia compatível tanto com sistemas 100% elétricos quanto com motores a combustão. É a mesma que estreou no Dodge Charger e no Jeep Wagoneer S.

De um lado, já existem algumas pistas do que pode ser o Stelvio 100% elétrico; do outro, quando o assunto é o Stelvio híbrido, as incertezas continuam grandes.

Capacidades do Stelvio 100% elétrico na STLA Large

No campo elétrico, sabe-se que a STLA Large suporta arquiteturas de 400 V e 800 V. Ela também pode acomodar baterias entre 85 kWh e 118 kWh, permitir configurações com tração em duas ou quatro rodas e prometer autonomias de até 800 km.

Dúvidas sobre o Stelvio híbrido e motores Hurricane

Para as versões híbridas, ainda não foi definido qual solução será adotada - híbrido pleno (sem recarga na tomada), híbrido plug-in ou um híbrido leve de 48 V.

Essa falta de definição abre espaço para questionamentos sobre qual motor a combustão faria parte do conjunto, já que há mais de uma possibilidade.

Sabe-se que a Stellantis se prepara para lançar uma evolução do quatro cilindros em linha 2,0 litros a gasolina, batizada de Hurricane GME T4 EVO, mas também não se pode descartar o Hurricane GME T6 EVO. Este último é um seis cilindros em linha de 3,0 l, turbo, e pode entregar até 550 cv - solução já utilizada em modelos da Jeep, Ram e Dodge.

No fim das contas, o ponto central é que os sucessores do Giulia e do Stelvio deverão oferecer a possibilidade de diferentes tipos de motorização.


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