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CEO da FIAT, Olivier François, defende limitar 500 e Panda a 118 km/h para evitar custos de ADAS

Dois carros Fiat 500 EU 118 Limit, um branco e outro verde água, em ambiente interno com grandes janelas.

Os modelos urbanos e não são conhecidos por grandes velocidades - passam pouco dos 160 km/h. Ainda assim, o diretor-executivo da FIAT, Olivier François, disse que não veria problema em reduzir a velocidade máxima dos 500 e Panda para abaixo de 120 km/h - mais especificamente, 118 km/h, número que ele apontou como a média das rodovias europeias.

Em entrevista à Autocar, François apresentou essa ideia como uma alternativa à adoção dos Sistemas Avançados de Assistência ao Condutor (ADAS). Na visão dele, trata-se de um conjunto de tecnologias caro e mais pertinente para elevar a segurança quando se roda em velocidades altas, com pouca utilidade em veículos que, na maioria do tempo, circulam na cidade.

Além disso, segundo o executivo, esse tipo de tecnologia também tem pesado no aumento recorrente dos preços dos carros nos últimos anos - especialmente no período pós-pandemia. Por isso, ele entende que limitar a velocidade máxima poderia ser a saída mais econômica.

“Acreditamos que com todas estas regras, a parte mais insustentável prende-se na sua aplicação aos carros citadinos e na condução em áreas residenciais, porque estes veículos são pequenos, acessíveis e usados principalmente por jovens para se deslocarem dentro das cidades”, afirmou. “Eles circulam a velocidades muito mais baixas e não têm o mesmo tipo de utilização.”

Limite de 118 km/h como alternativa ao ADAS nos FIAT 500 e Panda

Para François, ao levar em conta que a velocidade máxima média legal na Europa é de 118 km/h, aquilo que ultrapassa esse patamar costuma ser, com frequência, ilegal. “A maior parte dos radares, sistemas ADAS e tecnologias similares foi desenvolvida para veículos capazes de exceder largamente esse limite.”

Na prática, ele diz que aplicaria de bom grado essa restrição nos próprios modelos urbanos. “Eu limitaria com prazer a velocidade máxima dos meus citadinos ao limite legal atualmente permitido. Já é uma limitação. É estranho que eu precise de especificações superiores às permitidas nos meus carros para ultrapassar o limite de velocidade legal”, concluiu François.

Preços subiram 60% nos últimos anos

De acordo com o CEO, o valor dos carros citadinos cresceu aproximadamente 60% ao longo dos últimos cinco ou seis anos. “Tenho dificuldade em perceber por que é que precisamos de instalar todo este hardware super caro - sensores, câmeras, reconhecimento de placas de trânsito… Tudo isto é um pouco inadequado, um pouco absurdo”, afirmou.

“Não acho que os citadinos de 2018 ou 2019 fossem extremamente perigosos. A nossa proposta é literalmente dizer: ‘vamos dar um passo atrás e parar de sobrecarregar os carros com equipamentos caros’”, acrescentou.

União Europeia e a categoria M1E para carros pequenos e acessíveis

François também elogiou a iniciativa da União Europeia de propor uma categoria específica para veículos pequenos e acessíveis (M1E). Para ele, o movimento reforça a ideia de que as normas de segurança atuais nem sempre se encaixam de forma adequada em todos os segmentos do mercado.

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