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Grupo Forvia traz produção europeia para Portugal com recuo da eletrificação

Homem com colete refletivo aponta mapa da Europa em fábrica com motores e empilhadeiras ao redor.

Com a desaceleração da estratégia de eletrificação por parte das montadoras, os fornecedores acabam tendo de recalibrar seus planos - e o Grupo Forvia (resultado da fusão entre a francesa Faurecia e a alemã Hella) segue o mesmo caminho. Para Portugal, esse recuo acaba abrindo uma oportunidade.

Transferência de produção do Grupo Forvia para Portugal

Com cerca de 10 mil pessoas empregadas no país e unidades industriais em Bragança, São João da Madeira, Viseu, Nelas, Vouzela, Palmela (Autoeuropa), o grupo está realocando para Portugal parte da produção que antes era feita em outras fábricas europeias.

A informação foi adiantada por António Fernandes, OES Industrial & PC&L Manager na Forvia Faurecia, em declarações ao Eco.

Eletrificação não está “a acontecer”

De acordo com o executivo, a passagem para a mobilidade elétrica vem avançando abaixo do que se previa. “Havia fábricas preparadas para a eletrificação, havia fábricas preparadas para outro tipo de tecnologias”, explicou Fernandes, reconhecendo que a mudança não ocorre na velocidade antecipada.

Diante desse quadro, o grupo decidiu concentrar volumes e enxugar o portfólio. “Estamos a conseguir trazer alguma produção de outras fábricas da Europa para Portugal“, afirmou, acrescentando que o plano é “redirecionar algum tipo de tecnologia para termos a produção concentrada e assim sermos mais eficientes no processo produtivo”.

A meta, segundo ele, é direta: “trata-se de uma aposta na simplificação do portfólio de referências e de tecnologias, ao mesmo tempo que mantemos as fábricas cheias (as que vamos manter)”, conclui António Fernandes.

Bragança na linha da frente

Sistemas de escape puxam o aumento de volume em Bragança

A maior parcela dessa transferência está indo para Bragança, onde funciona uma unidade com foco em sistemas de escape. Segundo o responsável, as instalações “estão a ganhar produção porque estão focadas no sistema de escape, que não estava previsto estar nesta fase a este volume, mas que é uma oportunidade”, destacou.

Sobre o efeito no emprego, ele admitiu que a iniciativa “implica um aumento de funcionários”, embora, neste momento, a atenção esteja voltada a consolidar a equipe atual.

Produção de automóveis em Portugal: números do 1º trimestre

O momento ajuda: no primeiro trimestre do ano, foram produzidos em Portugal 85 268 automóveis, um aumento de 5% face ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da ACAP. Desse total, apenas 39 unidades eram elétricas.


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