As estimativas divulgadas na última sexta-feira (20 de setembro) acabaram se confirmando: a semana começou com aumento nos preços da gasolina e do diesel simples. Desta vez, a alta não veio de uma nova atualização da taxa de carbono pelo governo, e sim do avanço observado nas últimas semanas na cotação do Brent.
Reajuste desta segunda-feira (23 de setembro)
Nesta segunda-feira, 23 de setembro, o preço médio do diesel simples registra uma elevação residual de 0,006 euros por litro, enquanto a gasolina teve aumento de 0,014 euros por litro.
Com isso, o preço médio do diesel simples passa a estar fixado em 1,540 €/l e o da gasolina simples sobe para 1,666 €/l. O GLP não teve mudanças e segue em 0,882 €/l.
Referência da DGEG e por que o valor é apenas indicativo
Como costuma acontecer, o cálculo toma como base os valores divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os dados de sexta-feira, 20 de setembro. Os números da DGEG já consideram os descontos aplicados pelas distribuidoras e também as medidas do Governo atualmente em vigor.
Ainda assim, vale reforçar: esses não são os preços que o consumidor necessariamente verá nos postos. Tratam-se apenas de valores médios, usados como referência.
Evolução do preço dos combustíveis nas principais marcas (BP, Repsol e Galp)
Em uma leitura mais detalhada da variação do preço dos combustíveis nas principais redes, a BP elevou o diesel simples em 0,5 centavo por litro. Já a Repsol aumentou o diesel simples em meio centavo por litro e a gasolina simples em 1,5 centavo por litro. Por fim, a Galp reajustou o diesel simples em 0,7 centavo por litro e a gasolina simples 95 em 1,5 centavo.
Medidas do Governo
No último dia 13 de setembro, o Governo voltou a reduzir o apoio aos combustíveis ao atualizar novamente (pela terceira vez) o valor da taxa de carbono, que passou de 74,429 €/t de CO2 para 81 €/t de CO2, conforme a Portaria n.º 210-A/2024/1.
Gradualmente, o Executivo vem ajustando a taxa de carbono para aproximá-la dos 83,524 €/t previstos para este ano, caso o congelamento não tivesse ocorrido.
Desde a primeira atualização feita pelo Governo - em 26 de agosto -, “o impacto do acumulado no PVP (…) foi de 7,5 cêntimos no gasóleo e 6,9 cêntimos na gasolina”, como apontou o Eco.
Com a atualização da taxa de carbono, o valor das medidas de mitigação da alta dos combustíveis também é afetado, embora elas continuem pesando no preço final pago pelos consumidores.
O “desconto” do ISP segue igual - 15,1 centavos por litro no diesel e 16,3 centavos por litro na gasolina -, porém a soma de todos os apoios passa a ser menor. No total, fica em 17,6 centavos por litro de diesel e 19,2 centavos por litro de gasolina.
Fonte: Mais Gasolina
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