O risco ligado aos airbags fabricados pela Takata está longe de ser novidade - os primeiros episódios vieram a público há cerca de uma dúzia de anos. Desde então, diversas campanhas de recall foram realizadas, mas o problema continua.
Na França, os airbags Takata voltaram a ganhar destaque depois de mais um acidente fatal registrado em junho. Somente no país, já há 18 mortes associadas ao mau funcionamento desses airbags.
Medidas do governo francês sobre os airbags Takata
Depois do acidente mais recente, o governo francês se viu pressionado a adotar medidas mais duras. Segundo o que foi divulgado pela Reuters, o Executivo deve determinar a imobilização de mais de 800 mil carros equipados com esses airbags.
Ao mesmo tempo, o governo também elevou a cobrança sobre as montadoras, acusando-as de demorarem tempo demais para substituir os componentes defeituosos.
Também foram registrados vários casos de proprietários de veículos com esses airbags defeituosos que acabaram não fazendo a troca, por não receberem um carro reserva durante o reparo. Essa prática, porém, passou a ser obrigatória por exigência do Estado francês.
Citroën C3 e DS3: recall e ordem de “stop-drive”
Após o último acidente, que envolveu um Citroën C3 de segunda geração, a Stellantis anunciou uma nova campanha de recall para o modelo. A medida veio acompanhada de uma ordem de “stop-drive” (proíbe os proprietários de conduzir o veículo até ser reparado) para os Citroën C3 (2009-2017) e DS3 (2009-2017) que ainda não tivessem feito a substituição gratuita do airbag Takata.
Se você tem um desses modelos, é possível verificar se há ou não uma campanha técnica pendente no website da Citroën: siga este link.
O que está em jogo?
A falha dos airbags Takata está no insuflador, componente que infla a bolsa em uma colisão. A marca japonesa utilizou um composto químico à base de nitrato de amônio para acionar o airbag, mas esse material se mostrou instável com o passar do tempo - sobretudo em climas quentes e úmidos, que aceleram a degradação química dessas peças.
Quando o sistema é acionado, em vez de inflar de maneira controlada, o insuflador pode explodir com força excessiva e lançar fragmentos metálicos para dentro do carro, como se fossem estilhaços.
Os impactos têm sido severos: dezenas de mortes e centenas de feridos já foram registrados em todo o mundo, muitas vezes em acidentes de baixa gravidade.
Desde que a falha foi identificada, teve início a maior operação de recall automotivo já registrada, com estimativas de que tenha alcançado 100 milhões de veículos no mundo. O problema atingiu inúmeros modelos de várias marcas: Honda, Toyota, BMW, Ford, Citroën, DS, etc.
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